UMA “start-up” desenvolvida pelo moçambicano Michaque Mota, dedicada à transição energética inclusiva e verde, está a destacar-se no Concurso Climate Launchpad, o maior programa da União Europeia que explora ideias de negócios sustentáveis do mundo.
Trata-se da BioMotta, que trabalha na conversão de biomassa local em biogás e briquetes ecológicos, contribuindo para o combate às mudanças climáticas e promoção do acesso à energia limpa.
Em Moçambique, o programa é implementado pelo Ideialab e desempenha um papel fundamental na identificação de ideias de negócios com impacto climático positivo, apoio aos empreendedores na transformação de ideias em “start-ups” sustentáveis, bem como na criação de soluções locais com impacto global.
A BioMotta encontra-se actualmente na fase regional e a expectativa é estar entre melhores projectos com possibilidade de representar Moçambique no evento final, que terá lugar na cidade de Viena, Áustria, em breve.
Segundo Mota, a sua “start-up” foi distinguida com o primeiro lugar na edição nacional do Climate Launchpad Moçambique 2025, graças ao seu modelo de negócio inovador centrado na produção de energia a partir de resíduos agrícolas e urbanos, com forte componente de impacto comunitário, ambiental e social.
Acrescentou que a expectativa é chegar à fase global com o objectivo de representar Moçambique e o continente africano, assim como colher experiência de empreendedores de Angola, Nigéria, Brasil e Portugal na área de exploração de negócios verdes.
Além da BioMotta, as “start-up” Resal e Wazu foram reconhecidas por suas ideias transformadoras e comprometimento com soluções sustentáveis para os desafios ambientais do país.
Com apresentações inspiradoras, as três “start-ups” finalistas exibiram o melhor do ecossistema de inovação sustentável de Moçambique.
Legenda: Michaque Mota, de preto, no ClimateLaunchpad


