As autoridades egípcias lançaram, este fim-de-semana, uma campanha de detenções de criadores de conteúdos na plataforma TikTok, após denúncias de “violações da moral pública”.
O mais recente influenciador a ser detido foi “Shaker”, conhecido no país como o “Don Juan do TikTok” e que tem quase cinco milhões de seguidores na rede social, avançaram hoje os meios de comunicação egípcios, indicando que este foi detido enquanto estava num café no bairro nobre de New Cairo.
Embora o Ministério do Interior ainda não tenha confirmado a detenção, o criador de conteúdos publicou no sábado uma série de mensagens sobre a detenção de outros três “TikTokers”, que se juntaram a outros detidos dias antes.
Os detidos são praticamente todos mulheres. Uma das visadas chama-se Suzy al Ordoneya e foi detida depois de o Ministério do Interior ter “recebido várias denúncias” por publicar vídeos nas redes sociais contendo “linguagem ofensiva” e por “violação da moral pública e uso indevido das redes sociais”.
Segundo o ministério, a jovem “admitiu ter publicado os vídeos mencionados para aumentar a sua audiência e obter ganhos financeiros”.
Outra influenciadora visada pelas autoridades foi Madahem, detida “por publicar vídeos nas redes sociais com linguagem indecente, o que constitui uma flagrante violação da moral pública”, embora também tenha sido encontrada com “quantidades de dinheiro em moeda local e estrangeira, artigos de ouro e uma quantidade de haxixe e narcóticos do tipo ópio”.
“Ela admitiu ter publicado os vídeos nas suas redes sociais para aumentar a sua audiência e obter ganhos financeiros, além de possuir os narcóticos para uso pessoal”, referiu o ministério.
Egipto detém tiktokers por imoralidade pública
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