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MANIFESTAÇÕES: Mais de 150 empresas reportam prejuízos

Por Jornal Notícias
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As manifestações que vêm decorrendo de há uns tempos a esta parte afectaram directamente 151 unidades empresariais, das quais 11 encerraram temporariamente as actividades, colocando em risco mais de 1200 postos de trabalho.

Estes são os resultados preliminares do impacto das marchas apresentados ontem em Maputo pelo presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Agostinho Vuma.

Na mesma ocasião, o representante do patronato detalhou que do global das empresas lesadas 80 por cento estão na cidade e província de Maputo, correspondente a um prejuízo financeiro de 45,5 milhões de dólares.

Destacou, igualmente, que durante as manifestações os sectores do comércio, logística e transportes foram os mais prejudicados, o que resultou em perdas financeiras na ordem de 24,8 mil milhões de meticais, equivalente a 2.2% do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com Agostinho Vuma, para além de asfixiarem o sector privado, as manifestações colocam em risco a meta de crescimento económico do país para este ano, fixada em 5.5 por cento.

“De igual modo, assinala-se o impacto no sector de transporte rodoviário, em que os operadores da Região Metropolitana do Grande Maputo reportam o surgimento de portagens informais que efectuam cobranças ilegais aos automobilistas, para além de receita perdida de cerca de 417 milhões de meticais em 10 dias”, lamentou.

Fez menção, ainda, à interrupção do tráfego no Corredor de Maputo, que levou à redução do fluxo normal de camiões para o Porto de Maputo, de uma média diária de 1100 para 300.

Neste contexto, os empresários referem que devem ser encontradas soluções úteis capazes de mitigar o actual cenário, que muito afecta as empresas e compromete o desenvolvimento das suas actividades.

O presidente da CTA referiu que, “enquanto integrantes da sociedade, reiteramos o nosso apelo ao diálogo entre as partes envolvidas para a célere retoma da estabilidade sócio-política, condição para a prossecução dos nossos negócios”, finalizou.

Entretanto, na CTA foi criado um gabinete de crise, que tem como uma das atribuições propor medidas de índole fiscal, laboral, monetária, administrativa, bem como aspectos de segurança.

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