SAÚDE: Diagnóstico tardio deixa marcas indeléveis

FARCELINA CUMBE

O SECTOR da Saúde registou avanços significativos na expansão da capacidade de diagnóstico nas unidades sanitárias dos níveis primário e secundário, com impacto no alcance da cura e redução da mortalidade.

Não obstante estes progressos, ainda há patologias cuja detecção só pode ser feita a nível dos hospitais de referência, como os provinciais, gerais e centrais, situação que ocorre com frequência nas chamadas doenças de evolução lenta.

Nestes casos, a demora no encaminhamento dos hospitais distritais e centros de saúde propicia o agravamento do quadro clínico dos pacientes, que quando chegam à unidade sanitária com capacidade para intervir pouco ou quase nada pode ser feito.

Fossem estas doenças diagnosticadas cedo evitar-se-ia, na maioria dos casos, tratamentos dolorosos ou marcas “indeléveis” no doente.

O “Notícias” ouviu histórias de pacientes que mesmo recorrendo à unidade sanitária no início dos sintomas tiveram o diagnóstico tardio e foram submetidos a tratamentos que poderiam ter sido evitados.

A dor na perna sem diagnóstico precisou transformou-se numa insuficiência venosa crónica, o quisto tardiamente descoberto exigiu intervenção cirúrgica e o nódulo mamário não atendido revelou um cancro que debilitou a paciente.

São exemplos vividos por três pacientes, que lamentam a demora para a referência do centro de saúde ao hospital quaternário para a realização dos exames de diagnóstico.

Leia mais…

Related posts

Rasaque Manhique vai recorrer da pena de prisão

Agricultora absolvida em caso de homicídio em Maputo

Maputo disponibiliza 70 milhões para empoderar jovens