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TRANSPORTE NO GRANDE MAPUTO: Soluções que tardam a ser operacionalizadas

Por QUITÉRIA UAMUSSE
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Um novo capítulo foi aberto na área do transporte de passageiros na região do Grande Maputo, com a reintrodução dos autocarros articulados há muito prometidos, num contexto em que o diagnóstico da situação é por todos conhecido, tardando a operacionalização de soluções à altura da crescente demanda.

Com capacidade de transportar 152 pessoas cada, os seis autocarros já em circulação nas rotas Baixa-Matola-gare e Baixa-Boane minimizam a ineficiência do serviço nestes corredores, mas não resolvem o gigante e antigo drama da falta de transporte no Grande Maputo.

Afinal, seis autocarros são uma gota de água no oceano para uma cidade que, ao amanhecer, recebe mais de dois milhões de pessoas vindas de diferentes locais, entre eles Manhiça, Marracuene, Moamba, Matola e Namaacha, e ao entardecer devem retornar à origem.

Embora a disponibilidade de meios seja uma solução, a precariedade das vias de acesso, situação agravada pelas últimas chuvas, ou a sua falta de adaptação às novas necessidades não permite uma gestão eficiente dos transportes e uma resposta adequada à demanda.

Fora as enchentes nas paragens, há o desafio dos tempos de viagem, mesmo nas horas consideradas mortas, porque os “chapas” e os carros particulares dividem as mesmas vias e há troços, tal o caso da zona da Mafureira a Zimpeto, na Estrada Nacional Número 1 (N1), que exigem atenção redobrada devido aos alagamentos.

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