Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A IMPLANTAÇÃO de uma fábrica para produção de algodão hospitalar no distrito de Cuamba, província do Niassa, projectada pela Sociedade Algodoeira do Niassa (SAN), está refém da assinatura com o Governo de um memorando que serve de garantia de mercado interno para aquele produto, que actualmente é importado de vários países industrializados, acarretando divisas para custear as operações.

O Governo concedeu uma concessão agrícola para produção de algodão caroço à SAN com base logística, na cidade de Cuamba, onde aquela empresa pretende, no entanto, construir uma fábrica de algodão hospitalar, iniciativa estimulada pelo crescimento dos volumes de colheitas que se verificam nos últimos anos, estimulado pelas políticas do subsector e empenho dos produtores daquela cultura de rendimento.

Manuel Delgado, director-geral da SAN, disse à nossa reportagem que com os níveis actuais de produção, a rondar as 30 mil toneladas por campanha, cerca de três vezes superior às colheitas verificadas há cinco anos, a sua empresa está capacitada para instalar e operacionalizar uma fábrica de algodão hospitalar em Cuamba.

“No entanto, precisamos de garantias do Governo ou uma parceria público-privada para avançar com esta iniciativa, porque não faz sentido construir a fábrica e não termos mercado, sobretudo interno, para a colocação do produto, que sabemos pode ser fácil importar de outros países com longa tradição de produzir algodão hospitalar”, vincou Manuel Delgado.

O nosso entrevistado disse que a fábrica que se pretende instalar tem a capacidade de produzir cerca de 20 toneladas de algodão hospitalar, por ano, uma quantidade que na sua óptica pode abastecer as unidades sanitárias do Niassa e se houver remanescente as províncias de Nampula ou Cabo Delgado, podendo contribuir para aliviar a pressão que o cofre do Estado está sujeito nos últimos tempos para custear importações de material médico-hospitalar.

No entanto, o director-geral do Instituto de Algodão de Moçambique (IAM), Luís Tomo, disse recentemente, em Etatara, distrito de Cuamba, no Niassa, que o Governo está interessado que a implementação de uma fábrica de algodão hospitalar aconteça no país e, em particular, no Niassa, que tem neste momento ideias avançadas sobre a matéria, que faz parte da cadeia de valor daquela cultura de rendimento.

Avançou que três técnicos do seu sector regressaram recentemente da Índia, onde foram colher conhecimento e experiências no que tange ao processamento de algodão hospitalar.

“A ida dos nossos técnicos à Índia faz parte da estratégia do sector, no tocante à mobilização de investidores para abraçar o processamento de algodão para vários fins, no caso vertente para material hospitalar, e todos que demonstrarem interesse em avançar com projectos terão de trabalhar com as empresas nacionais, caso da SAN em Cuamba”, vincou Luís Tomo.

Prometeu estabelecer contactos com a Confederação das Associações Económicas (CTA), no sentido de esta agremiação dar a conhecer aos seus associados sobre o interesse de um investidor nacional em estabelecer parcerias para avançar com a sua iniciativa, no caso concreto a fábrica de processamento de algodão hospitalar. Por outro lado, contactar o Ministério da Saúde para fazer ligações com a SAN e estudarem em conjunto os termos necessários para fazer avançar a iniciativa, assegurando, sobretudo, o mercado.

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