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A Polícia da República de Moçambique (PRM), na Zambézia, reitera que a afectação de membros da corporação nas caravanas em campanha eleitoral visa unicamente prevenir situações anómalas que possam manchar o processo.

Em conferência de imprensa, ontem, de balanço dos primeiros seis dias de campanha eleitoral em curso, o porta-voz do Comando da Polícia na Zambézia, Miguel Caetano, disse, por exemplo, que o que aconteceu na autarquia de Gurué, a 29 de Setembro último, foi resultado da tentativa de desobediência de regras previamente estabelecidas e acordadas.
“Membros e simpatizantes do MDM (Movimento Democrático de Moçambique) tentaram desviar a rota da caravana com o intuito de colidir com uma outra do partido Frelimo. Mas graças à pronta intervenção da Polícia foi possível repor a ordem”, disse Caetano.
Com efeito, a PRM foi obrigada a disparar balas de borracha e gás lacrimogénio, para além de fazer sessões de sensibilização, para evitar que a situação terminasse em tragédia.

Segundo o porta-voz, a Polícia continua pronta para assegurar todo o processo, mas apela aos concorrentes para obedecerem às normas e regras pré-estabelecidas.

Quanto à acusação da Renamo, em Quelimane, de que a Polícia tem estado a intimidar os concorrentes, por alegadamente empunhar armas de guerra em pleno processo eleitoral, Caetano disse que os meios que a Polícia usa são instrumentos de trabalho previstos na lei em vigor com o objectivo de proteger pessoas e bens.

“A Polícia tem legitimidade para uso desses instrumentos. É de lei”, sublinhou. Acrescentou que “não vemos nenhuma inconveniência em usar esses instrumentos para a protecção de pessoas e bens”.

Vincou que se até ao presente momento o processo está a decorrer, normalmente, é sinal de que tais instrumentos nunca foram nocivos ao trabalho que está sendo feito.

Na ocasião, Miguel Caetano referiu-se, ainda, aos incidentes mortais de Milange e Maganja da Costa, em que dois membros da Renamo morreram em circunstâncias diferentes.
Em Milange, um membro da Renamo morreu electrocutado quando tentava colar, a 25 de Setembro, dia do arranque da campanha eleitoral, panfletos num poste de transporte de energia.

Um outro perdeu a vida na Maganja da Costa, no dia 26 de Setembro, quando embateu num “obstáculo fixo” por, segundo a Polícia, ter estado a conduzir uma motocicleta a alta velocidade.

 

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