Imprimir
Categoria: Autárquicas 2018
Visualizações: 2722

Passados sete dias do início da campanha eleitoral, rumo ao escrutínio autárquico da próxima semana, a Polícia da República de Moçambique (PRM) confirma a tranquilidade com que decorre o processo no Município da Maxixe, província de Inhambane.

O Comandante distrital da PRM na Maxixe, Augusto Bobo, disse à AIM que “ainda não registamos ilícitos eleitorais até ao presente momento”.

Bobo acrescentou que a PRM na Maxixe adoptou uma estratégia de aproximação aos partidos políticos concorrentes, “antes e durante a campanha eleitoral”, para lhes recordar que devem observar o que está legislado, de forma a garantir-se uma campanha eleitoral pacífica.

“Tivemos apenas um cruzamento entre o partido Frelimo e o MDM (Movimento Democrático de Moçambique), mas não houve nenhuma confusão”, assegurou.

Num outro desenvolvimento, Bobo explicou que os partidos Frelimo, Renamo e MDM têm cumprido escrupulosamente com o previsto na legislação eleitoral, que preconiza que cada partido deve informar, com antecedência, à PRM, sobre a rota que irá usar nas suas passeatas à procura de voto.

“Apenas do Partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO) não temos tido informação regular”, vincou Bobo.

O PAHUMO tem estado quase de “repouso”, por não aparecer com regularidade em actividades de campanha.

No terceiro dia de “caça ao voto” o MDM queixou-se à AIM que brigadas da Frelimo estariam a vandalizar os seus cartazes, acusação prontamente desmentida pela Frelimo.

Sobre o assunto, Bobo disse que o MDM não chegou a submeter queixa.

“Do MDM nunca tivemos queixa. Mas temos notado que muitos panfletos do MDM, da Frelimo e da Renamo, por vezes, aparecem danificados”, explicou Bobo, para quem, talvez, o facto de muitos desses cartazes não estarem seguros, por serem colados com recurso ao “trigo”, em “caso de ventania” podem voar.

Bobo enalteceu o comportamento dos munícipes pelo facto de até hoje a Polícia não ter registado “nenhum ilícito eleitoral”.

“Apelamos, por isso, que continuem com este comportamento, porque, de facto, não é fazendo confusão que se ganham votos”, vincou.