Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

Perto de dois milhões de euros serão aplicados nos próximos três anos em programas destinados a desenvolver a competitividade e sustentabilidade económica, social e estrutural dos produtores de caju na província da Zambézia.

Nesta perspectiva, o Instituto de Fomento do Caju (INCAJU) e a Agência Francesa de Desenvolvimento lançaram há dias, em Maputo, um projecto de apoio à cadeia de valor do caju em Moçambique.

Para além do apoio directo aos camponeses, o projecto prevê o fortalecimento institucional do INCAJU para criação de um sistema de informação mais transparente sobre o mercado, com vista a facilitar a inserção dos produtores da Zambézia no mercado internacional.

Falando durante o lançamento do programa, Ilídio Bande, director do INCAJU, explicou que a parceria entre a sua instituição e a AFD remonta há vários anos, com resultados e impactos “bastante positivos”.

O projecto dá corpo ao desejo de consolidação da cooperação entre o INCAJU e a AFD, na concepção e implementação de acções de apoio ao subsector do caju.

Já a directora regional da AFD, Martha Stein-Sochas, recordou que a agricultura foi o primeiro sector no qual a AFD interveio no país, em 1983, apoiando a cadeia de valor do algodão. Em seguida apoiou o sector do coco e a reabilitação do regadio de Chókwè. No fim dos anos noventa, a agência apoiou a cadeia de valor do caju que permitia de forma particular reforçar as capacidades do INCAJU, estrutura esta que acabava de ser criada na época.

“Com o lançamento deste novo projecto, estou orgulhosa de ver a AFD continuar a apoiar o emblemático sector do caju. Gostaria de agradecer ao INCAJU pela qualidade da parceria que foi estabelecida com a AFD, e que permitiu construir este projecto para beneficiar Moçambique e os seus milhares de pequenos produtores de caju”, disse Martha Sochas.

No quadro do apoio aos produtores está prevista implementação de um projecto-piloto a ser desenvolvido em parceria com a organização não-governamental NITIDAE, na periferia da Reserva Nacional de Gilé, nos distritos de Gilé e Pebane, na Zambézia.

Félix Paulo, inspector-geral do Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar, destacou que na campanha 2017/2018 a produção da castanha de caju atingiu 131 mil toneladas, das quais 48 mil poderão ser processadas no país.

O sector ocupa cerca de 1.4 milhão de famílias, a maioria das quais tem no caju a sua principal fonte de renda. Actualmente, o subsector do caju emprega cerca de 14 mil pessoas, sendo que a Zambézia é a terceira maior província produtora do caju em Moçambique.   

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