Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O Governo decidiu prorrogar por quinze anos a concessão do Porto da Beira à Cornelder Moçambique, para permitir que a concessionária realize investimentos adicionais na ordem de 290 milhões de dólares norte-americanos visando o desenvolvimento daquela infra-estrutura.

Desta forma, o contrato de concessão assinado em 1998, cuja validade expirava em 2023, após 25 anos, vai agora cessar em 2038, segundo o decreto aprovado ontem pelo Conselho de Ministros, reunido em Maputo na sua 22ª sessão ordinária.

A porta-voz da sessão explicou que a extensão do período tem em vista dar ao concessionário tempo adicional para realizar investimentos considerados imprescindíveis para a viabilização e rentabilização de outras infra-estruturas estratégicas para região central e para os países do hinterland.

Entre os investimentos públicos realizados e a serem viabilizados pela extensão da concessão, Ana Comoana apontou a reconstrução da Estrada Nacional Número Seis, ligando o Porto da Beira e a vila fronteiriça de Machipanda, em Manica, numa extensão estimada de 300 quilómetros.

Falou ainda do projecto de reabilitação da linha férrea Beira-Machipanda, com 317 quilómetros, para além das obras de dragagem de emergência realizadas no porto, que aumentaram a profundidade do canal de acesso em oito metros, permitindo a atracagem de navios de maior calado.

A negociação da extensão do contrato foi aprovada pelo Conselho de Ministros a 5 de Março e a ideia inicial era de prorrogar por apenas 10 anos.

À luz da extensão da concessão, a Cornelder Moçambique vai investir 290 milhões de dólares na expectativa de elevar a capacidade de manuseamento do terminal de contentores, passando das actuais 300 mil para 700 mil unidades por ano. A capacidade do terminal de carga geral vai, igualmente, subir de 750 mil toneladas para um milhão e duzentas mil toneladas/ano em cada um dos quatro cais do Porto da Beira, o segundo maior do país depois do de Maputo.

A porta-voz acrescentou que, como consequência dos investimentos previstos no recinto portuário, espera-se impulsionar e dinamizar as economias de escala e aumentar a competitividade, bem como tornar Sofala no maior centro de produção e pólo logístico de nível regional.

Os ganhos com a extensão da concessão incluem igualmente a melhoria da balança de pagamentos com a geração de receitas na ordem de 900 milhões de dólares norte-americanos, além da criação de mil empregos directos e seis mil indirectos.

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