Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O Presidente da República, Filipe Nyusi, reuniu-se na manhã de hoje, na cidade da Beira, província de Sofala, com o líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, com quem passou em revista o actual processo de pacificação nacional.

De acordo com a Rádio Moçambique, o encontro serviu para troca de impressões sobre os consensos alcançados entre o governo e a Renamo em torno dos assuntos militares.

Falando à imprensa, o estadista moçambicano disse ter ainda abordado com Daviz Simango a situação da violência praticada por homens armados em algumas zonas da província de Cabo Delgado.

Recorde-se que a RENAMO deverá apresentar, nos próximos dias, listas separadas de seus homens para integrar nas Forças de Defesa e Segurança e na Polícia da República de Moçambique, nos termos dos consensos alcançados ontem entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o coordenador da Comissão Política deste partido da oposição, Ossufo Momade.

No encontro, realizado na cidade da Beira, Filipe Nyusi e Ossufo Momade chegaram a consenso sobre as etapas a seguir no processo de desarmamento, desmobilização e reintegração dos homens armados da Renamo actualmente aquartelados.

Falando a jornalistas no final do encontro, o Chefe do Estado garantiu que o governo vai continuar a trabalhar para que se efective a desmilitarização e a reintegração dos homens da Renamo, reconhecendo tratar-se de um processo complexo em que se deve garantir que, ao serem desmobilizados, os homens da Renamo não fiquem sem fazer nada.

“Começámos um processo com o presidente Afonso Dhlakama, que definia duas áreas de acção, nomeadamente a descentralização e os assuntos militares. Sobre a descentralização, o processo está bastante avançado, mas ainda há não está encerrado porque a Assembleia da República não deu passos conclusivos”, referiu Nyusi.

Acrescentou que, havendo consciência colectiva de que os dois processos devem correr em paralelo, a vontade das duas lideranças é que se avance com celeridade, e esta é a oportunidade para mostrar o interesse de resolver estas questões aos moçambicanos.

Segundo o Presidente da República, a nova liderança da Renamo concordou com o governo e vai continuar com a mesma tramitação anterior para efectivar o balanceamento dos comandos nas Forças de Defesa e Segurança e sobre a integração dos homens da Renamo na Polícia.

“Não foi possível em 1992 e em 2014, mas agora vai ter de acontecer e a Renamo prometeu entregar, nos próximos dias, as listas dos homens para incorporar na Polícia”, afirmou Nyusi, para quem o encontro também serviu para trocar impressões sobre outros aspectos políticos do país.

Por seu turno, o coordenador interino da Renamo, Ossufo Momade, garantiu que não há interesse da sua formação política em continuar a manter homens armados.

Referiu que a Renamo é parte interessada em encontrar uma solução adequada para as questões militares, de modo a se avançar para as quintas eleições autárquicas com todos os oficiais deste partido já enquadrados nas Forças de Defesa e Segurança.

“Não há ninguém no partido Renamo interessado ou com uma posição contrária a esta”, garantiu Ossufo Momade.

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