Trinta e três pessoas morreram nos primeiros três meses da época chuvosa 2018/2019 no país, segundo reporta o Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC). O porta-voz da instituição explica que, dos 33 mortos, 24 foram vitimadas por descargas atmosféricas, seis em afogamentos e três devido ao desabamento de paredes.

Paulo Tomás, que falava ontem, em Maputo, no balanço do primeiro trimestre da época chuvosa, referiu-se a 14 mil pessoas que ficaram afectadas, correspondendo a um total de três mil famílias.

Do ponto de vista de infra-estruturas, segundo a fonte, houve registo para 586 casas total e 2.374 parcialmente destruídas, entre habitações construídas em material precário e convencional.

No sector da Educação as chuvas provocaram a destruição total de 28 salas de aula e outras 183 que ficaram parcialmente danificadas. Paralelamente, 66 postes de linhas de transporte de energia eléctrica desabaram devido aos ventos fortes.

Este período, de acordo com Paulo Tomás, foi caracterizado essencialmente pela ocorrência de chuvas acompanhadas de ventos fortes. No dia 22 de Dezembro houve ocorrência de um sismo na província de Manica, afectando um total de 613 famílias.

Paulo Tomás elucidou que todas pessoas afectadas pelo sismo e outros eventos extremos tiveram apoio em bens alimentares e não alimentares. Não houve necessidade de criar centros de acomodação, porque a pronta resposta do INGC e parceiros permitiu que as famílias voltassem à sua vida normal.

“Em termos de estratégia operacional, o INGC pré-posicionou bens de resposta nas províncias onde a situação pudesse ficar crítica, e nas delegações regionais, para permitir o acesso rápido a esses materiais”, disse.

Esclareceu, por exemplo, que foi pré-posicionado um stock mínimo que pudesse atender cerca de 4500 famílias por província.

Acácio Tembe, do Instituto Nacional de Meteorologia (INA), disse que o período em análise foi caracterizado pelo registo de precipitação em todo o país, com maior incidência para as províncias de Tete e Zambézia, na região centro, e Cabo Delgado, Niassa e Nampula, no norte.

A fonte referiu que houve ocorrência de trovoadas e descargas atmosféricas, mas a região sul, principalmente, registou muitos dias de calor intenso, resultante da escassez de chuvas.

Para os próximos três meses, o INAM prevê chuvas normais com alguma tendência para abaixo do normal nas regiões sul e centro do país. No norte, segundo Tembe, há indicação de chuvas normais para acima do normal.

“Neste momento estamos sob influência do fenómeno El-Nino que, apesar de ser fraco, inibe a ocorrência de chuvas no Sul e Centro. A mesma situação não acontece no Norte, onde há tendência de, a partir deste mês, haver incremento de precipitação”, disse.

Luísa da Conceição, do Instituto Nacional dos Recursos Hídricos, disse que os rios da região sul apresentam níveis abaixo do alerta devido à escassez da chuva, enquanto as bacias da região centro oscilam, principalmente de Búzi, Púnguè, Licungo e Zambeze.

Indicou que as albufeiras apresentam níveis de enchimento abaixo de 50 por cento, sendo que a Barragem dos Pequenos Libombos, por exemplo, está com cerca de 21 por cento.

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction