Moçambique decidiu interditar a importação de animais e produtos de origem animal provenientes da vizinha África do Sul, devido à eclosão de um surto de febre aftosa na província do Limpopo.

Num comunicado recebido na nossa Redacção, a Direcção Nacional de Veterinária do Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar refere que, com a medida, pretende-se evitar o risco de infecção de animais e produtos de origem animal através de importações realizadas a partir da África do Sul.

A fonte realça que a decisão surge em cumprimento do disposto no artigo 22 do Regulamento de Sanidade Animal, aprovado pelo Decreto nº 26/2009 de 17 de Agosto.

“Neste contexto, está interdita a importação de animais das espécies bovina, caprina, ovina e suína (ungulados), seus produtos e subprodutos de todo o território sul-africano, exceptuando produtos que tenham sido completamente tratados para inactivação do vírus da febre aftosa, nomeadamente produtos lácteos pasteurizados, carnes processadas por calor, trófeus, pêlos e peles”, refere o comunicado.

Ainda de acordo com a fonte, as autoridades moçambicanas irão reforçar a inspecção e fiscalização fronteiriça de produtos e sub-produtos de origem animal provenientes da África do Sul.

A decisão do nosso país acontece num momento em que a indústria multibilionária da carne sul-africana está a sofrer avultados prejuízos pelo facto de o Zimbabwe, Botswana, E-swatini e Namíbia terem tomado medidas similares, desde que foi reportado, no dia 7 do mês corrente, o surto de febre aftosa na província do Limpopo.

O Ministério da Terra, Agricultura, Água, Clima e Reassentamento Rural do Zimbabwe, citado pela edição sul-africana “Business Day”, disse que a decisão de proibir a importação de todos os animais e respectivos produtos derivados era inevitável.

Também o director de Serviços Veterinários do Botswana, Letlhogile Modish, é citado pela mesma edição a afirmar que o movimento dos animais abrangidos e os derivados oriundos da África do Sul foi banido.

“A importação de estrume animal da área contaminada também está proibida com efeito imediato”, disse Modish.

Entretanto, o departamento de Agricultura da África do Sul considera que as áreas afectadas estão sob quarentena e que decorrem investigações para verificar os resultados e determinar a extensão do surto.

A Organização Mundial de Saúde Animal oficialmente suspendeu temporariamente a África do Sul como país exportador até que a área afectada esteja livre da doença.

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