Os pequenos operadores de pesca tradicional em mar aberto podem combinar a sua actividade com a aquacultura, como solução para aumentarem a sua produção, face à escassez de espécies nativas.

A ideia foi defendida recentemente pelo Ministro do Mar, Águas Interiores e Pesca, Agostinho Mondlane, que anunciou que, ao abrigo do novo regulamento, em preparação, vai impor que todo aquele que trabalha no mar aberto deve, obrigatoriamente, praticar aquacultura.

Segundo Mondlane, Moçambique tem o potencial de produzir, em aquacultura, milhões de toneladas de pescado de diversas espécies, para abastecer o mercado nacional e atender a exportações.

“Em alguns países, com destaque para Noruega, as empresas pesqueiras produzem mais em aquacultura do que espécies nativas. Nos últimos tempos há escassez dos produtos pesqueiros, daí a necessidade de se desenvolver a produção em cativeiro”, disse.

Segundo indicou, a Administração Nacional das Pescas e o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Pesca e Aquacultura têm a missão de capacitar os Serviços Distritais de Actividades Económicas em matéria legislativa relacionada com o licenciamento, acesso ao crédito, entre outras necessidades que possam permitir o catapultar da produção por parte destes pescadores, que dão um grande contributo no abastecimento do mercado nacional.

A indústria, de acordo com Mondlane, tem também enormes desafios que passam, primeiro, por “revolucionar” os seus processos tecnológicos de pesca, de modo que estes sejam amigos do ambiente.

“Advogamos um diálogo mais permanente e profícuo, pois só caminhando juntos é que iremos atingir o objectivo de uma maior contribuição da pesca na economia nacional, através de uma actividade sustentável”, disse.

O ministro referiu-se à realização, em Maio próximo na capital do país, de uma conferência designada “crescendo azul”, na qual o pano de fundo serão os oceanos e o mar, tendo como perspectiva o desenvolvimento de uma Economia Azul Sustentável, dentro dos esforços das Nações Unidas para que os compromissos da Agenda 2030 sejam realmente assumidos por todos os países e por todos os povos.

Precisou que a avaliar por aquilo que se padroniza para este fórum, e tendo em conta experiências de outros países, trata-se de uma oportunidade para colocar a ciência ao serviço das comunidades, sobretudo numa altura em que se debate com grandes desafios relacionados com as mudanças climáticas, erosão costeira e poluição marinha.

Referiu que a Conferência “Crescendo Azul”, é organizada pelo Governo de Moçambique em parceria com o da Noruega.

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