O Presidente da República, Filipe Nyusi, considera que Moçambique tem obrigações e responsabilidades acrescidas na frente universal de defesa do oceano, pelo facto de ser banhado pelo Oceano Índico e ser dotado de ricos e extensos recursos marinhos.

O Chefe do Estado, que falava ontem, em Maputo, na abertura da Conferência Internacional Crescendo Azul, afirmou que, neste contexto, o Governo aprovou em 2017, pela primeira vez, a Política e Estratégia do Mar, cujo propósito é promover o conhecimento e o desenvolvimento económico, social e cultural sobre o mar, assente nos princípios da economia azul.

“Por exemplo, estamos empenhados na elaboração de um plano de acção nacional para combater o lixo marinho, no qual assentará a tomada de medidas vigorosas contra o lixo plástico, em particular, e a promoção do uso sustentável de águas interiores, como rios e lagoas”, disse.

Na sua intervenção, o Presidente Nyusi afirmou que os ecossistemas de mangais desempenham funções importantes contra a erosão costeira, na saúde e reprodução de habitats marinhos.

“Para o caso específico de Moçambique, é graças ao papel vital desempenhado por estes ecossistemas que temos o camarão, caranguejo e lagosta. Neste âmbito, o país está a empreender acções de combate à devastação de florestas de mangais, enquanto prossegue a elaboração de uma estratégia e plano de acção de gestão e restauração do mangal”, disse.

A Conferência Crescendo Azul é uma plataforma de diálogo internacional sobre os assuntos do mar e oceanos, com acento tónico no desenvolvimento da economia, e que junta personalidades de vários quadrantes do globo com o objectivo de identificar medidas de governação sustentável dos mares e oceanos.

O Presidente das Seychelles, Danny Faure, convidado de honra no evento, disse que a realização do evento, em Maputo, representa uma demonstração da união de interesses comuns em questões relacionadas com a economia azul.

As Ilhas Seychelles são consideradas um país modelo na gestão do mar e oceano em África.

Já para o director do Banco Mundial para Moçambique, Madagáscar, Maurícias, Comores e Seychelles, Mark Lundell, os oceanos suportam economias e meios de vida de muitas maneiras em todo o mundo, estimando-se que uma em cada dez famílias tenha na pesca a sua base de vida.

“A produção pesqueira marinha mundial é superior a 80 milhões de toneladas, contribuindo com mais de 260 biliões de dólares para o PIB global. Também o comércio global não seria o mesmo sem os oceanos, pois 80 por cento de todos os bens usados são transmitidos através dos oceanos”, disse Lundell.

A conferência, de dois dias, prossegue hoje com a apresentação de diversos painéis sobre assuntos transversais relacionados com governação e sustentabilidade do oceano, inovação, rotas comerciais, energia, entre outros.

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