O Presidente da República, Filipe Nyusi, considera inadmissível que homens armados da Renamo ameacem a população, impedindo-a de exercer livremente as suas actividades quotidianas, num claro desafio aos consensos alcançados no âmbito do diálogo entre o Governo e esta organização política.

Reagindo a denúncias apresentadas ontem pela população, durante um comício no distrito de Moatize, em Tete, o Chefe do Estado reiterou que o país não pode continuar com homens armados depois dos consensos já alcançados no âmbito do diálogo político iniciado com o então líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e que agora prossegue com a nova liderança do partido, encabeçada por Ossufo Momade.

Durante o comício no Posto Administrativo de Zóbwè, no quadro da visita de trabalho que efectuou à província de Tete, Nyusi foi informado da existência de homens armados da Renamo que se dedicam a ameaças contra a população nos distritos de Moatize e Báruè, nas províncias de Tete e Manica, respectivamente.

“Não podemos permitir isso. Não podemos continuar a ter moçambicanos com armas em casa e ao mesmo tempo a fazerem democracia”, disse o Chefe do Estado, visivelmente indignado com as ameaças dos homens da Renamo que, segundo disse, chegaram a levar ao encerramento de algumas escolas em Báruè, devido à falta de segurança.

Nyusi explicou que abordou o assunto, há dias, com o presidente da Renamo, Ossufo Momade, num encontro havido em Chimoio, em Manica, visando a busca de uma solução.

“Disse que não tinha conhecimento, mas prometeu que ia procurar saber o que se está a passar. O certo é que não se pode aceitar que haja esses focos de desestabilização da nossa caminhada para o desenvolvimento”, disse o Presidente.

Filipe Nyusi recordou os consensos alcançados com Afonso Dhlakama, já falecido, que culminaram com a trégua e paz que se vive no país, bem como o processo de descentralização, desarmamento, desmilitarização e reintegração (DDR) das forças residuais da Renamo.

“Não estamos a compreender essa tendência do que está a acontecer, porque com Dhlakama discutimos a descentralização que desaguou na lei que já foi aprovada” sobre a matéria e que preconiza a eleição de governadores provinciais entre outras reformas.

Por isso, frisou o Chefe do Estado, “não há necessidade de pessoas se fixarem no mato e dizer que aqui é minha terra. Não há terra de ninguém, é terra dos moçambicanos. Isso que estão a fazer é violar a lei e impedir o desenvolvimento do país”.

No quadro do diálogo político, segundo explicou, foi criado um grupo de verificação que integra oficiais do Governo e da Renamo que deverá se deslocar às zonas afectadas pelas ameaças da Renamo para apurar detalhes sobre o que está a acontecer.

“Agora estamos numa nova fase, não podemos parar mais. A única oportunidade que temos para trazer a paz efectiva é esta! O nosso projecto é fechar o acordo de paz até Agosto. O diálogo não vai parar”, declarou o Chefe do Estado.

Referiu-se, igualmente, aos problemas em Cabo Delgado, onde jovens e adultos são recrutados para desestabilizar algumas zonas da província ricas em recursos minerais.

“Não aceitem ser enganados!”, apelou.

Em Zóbuè, junto à fronteira com o Malawi, o Presidente da República reuniu-se com o Governo provincial para avaliar o grau de cumprimento do Plano Quinquenal do Governo. No quadro da sua visita, o Chefe do Estado trabalhou na cidade de Tete e nos distritos de Tsangano, Zumbo e Moatize.

Santos Nhantumbo, da AIM

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