ENQUANTO muitos debatem a opinião do Chefe do Estado moçambicano sobre a sua auto-avaliação na passagem da metade do seu mandato, eu recordo-me dos dias de campanha eleitoral que serviram para a sua eleição.

HÁ dias o académico José Diquissone Tole, também director provincial do Género, Criança e Acção Social em Sofala, concedeu uma interessante entrevista a este Jornal na qual usou os seus “óculos” de sociólogo para ler o estado da nossa sociedade, ultimamente muito marcada por uma violência sem paralelo.

O dia 18 de Julho, dia em que se comemora o aniversário natalício de Nelson Mandela, faz-me lembrar um grande conjunto  sul-africano chamado Savuka, onde pontifica o nome de John Cleg. Ele  que cantou, em celebração à Madiba, a célebre música A si bonanga Mandela. Mas a Organização das Nações Unidas pensou de forma global e abrangente. Instituiu essa data como Dia Internacional Nelson Mandela. Uma forma singela de homenagear um homem que nunca vai passar. Que ficará para sempre como um monumento mundial.

Infelizmente o exemplo de Nelson Mandela, uma figura que lutou acima de tudo pelos direitos humanos, não tem encontrado eco na grande parte dos dirigentes africanos, os quais olham para o poder como a rampa que lhes vai levar ao enriquecimento pessoal, das suas famílias e amigos. Em consequência atrasando, desse modo, o desenvolvimento de África e do seu povo.

Hoje em dia é uma vergonha identificar-se como africano nos palcos do mundo, porque esse mesmo mundo olha para nós como pessoas insanas. E podem ter razão, pois a maior parte dos representantes do nosso continente são comandados por uma cobiça sem limites. Não lhes interessa o que possa acontecer ao seu povo, mesmo que esse povo venha a morrer debaixo  de balas sem sentido ou assolado pela fome e pela miséria. Casos desseshá muitos por  esta mãe-Africa.

Infelizmente temos vários exemplos de dirigentes africanos, muitos deles ainda na cadeira do poder, que usam a arrogância e a luxuria, para esmagar o povo e desta forma alimentarem a gula dos seus apetites insaciáveis. São dirigentes que não sabem escutar o povo. Quando o povo se subleva para exigir os seus direitos, em resposta mandam polícias armados com artefactos de guerra para calar a boca desse mesmo povo que lhes elegeu. Quando o povo está no chão chorando com os preços altos que lhes sufoca, alguém corre para lhe dar mais um pontapé com o aumento desses mesmos preços.

Claro que não é isso que se apregoava nos primórdios da libertação de África. Pior ainda, o continente tem tudo para prover o bem-estar ao seu povo, mas isso não está a acontecer por causa da incúria. Da corrupção de alguns dirigentes. Da arrogância. Da falta de humildade para escutar a voz do povo. E Mandela foi contra tudo isso. Foi pela via da humildade e respeito pelo povo. E hoje érespeitado e lembrado pelo mundo inteiro.

Na verdade a falta de humildade, substituida pela soberba,em muitos casos, leva-nos ao que estamos a  assistir hoje nos países africanos. E no nosso país, em particular. Onde a tendência dos ricos é esmagar cada vez mais os pobres.

Mas, Nelson Mandela era diferente. Ele lutou pelo seu povo. E para ter o apoio desse mesmo povo, colocou à frente a humildade. Nunca se ateve ao poder, contrariamente a muitos dirigentes africanos.

 Infelizmente são poucos os que aprenderam com Madiba. O herói de África. O verdadeiro filho de África.

Amandla!

Alfredo Macaringue

TIVE o grato privilégio de estar presente recentemente numa palestra cujo orador foi  um magnífico reitor de uma das maiores universidades moçambicanas. Certamente, que o leitor terá reparado que classifico de “grato privilégio” ter estado presente na “tal” palestra. Pois, não é todos os dias que um simples cidadão como eu tem a possibilidade de estar presente numa acção onde pontifiquem ilustres figuras eruditas como aquela… Portanto, foi sim, um privilégio…

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