JCVD.

NA infância tinha a certeza que Jean Claude Van Damme era indestrutível. Força física: músculos duros, capazes de enfrentar os mais tenazes vilões; suportar ferimentos; resistentes, prontos para alcançar o triunfo no último combate.

Técnica: Van Damme ensinou-me que a vitória é resultado de treino, disciplina, que a força, o talento não são nada sem a teoria. Mostrava que, antes de subir ao ringue, os magníficos pontapés eram forjados nos treinos e no combate eram replicados.

Força de espirito: sem ela os gigantes não têm capacidade para esmagar um ovo, triturar um tomate, travar a acção de uma mosca. Nos seus filmes mostrou que é necessário ter coragem para encarar a dor, a perda e a injustiça com destreza.

Aqueles longas-metragens, naquele tempo, para mim e outros menores eram aulas, ficávamos em transe depois do final, assistíamos até ao desfile da ficha técnica, na esperança de ver mais um combate. Depois disso, exercitávamos, decalcávamos alguns golpes do nosso astro.

Agora, vejo que a vida é similar ao calvário enfrentado por Van Damme nos filmes. No entanto, não existe o último combate, aquela luta final que nos gradua como vencedores legítimos da nossa vida.

Na docência percebi que os professores vivem como Cristo, na Sexta-feira da paixão. Espinhos, dor, saliva alheia na cara. Sem dúvidas, dá vontade de desistir. Mas nestes momentos recordo-me de Van Damme, das suas lições e resisto.

Glória Maria, sempre acreditei que os nossos ídolos são imortais. Senhora, há dias, quase tirei lágrimas dos olhos quando assistia JCVD, um filme de ficção que mistura factos da vida íntima de Van Damme.

Lamentei, vi as fragilidades do actor nascido de origem belga, percebi que ele é um ser de carne e osso, que também tem momentos de fraqueza. Muitos por acaso.

Mulheres:contou que acredita no amor e se envolveu com várias e até casou inúmeras vezes a procura deste sentimento cada vez mais raro.

Fama:a indústria cinematográfica é diferente das artes marciais, onde a disciplina a honra são exigências, imperativos. Narrou que nos bastidores da sétima arte existem cobras, que tem como meta a destruição das estrelas.

Fama:contou que a privacidade é um animal pré-histórico, que já não habita a terra. Paparazzis, curiosos, agora todos andam com as câmeras prontas para fotografar um acto bacanal, insólito, que pode destruir os pilares dos astros do cinema. Uns o fazem por dinheiro, mas a maioria faz pelo reles prazer de ver a desgraça alheia.

Drogas:disse que quando se alcança o cimo da montanha sempre procuramos por mais. E a droga foi como as mulheres em sua vida, deram amor e no fim mergulharam-no na desgraça. "Mas resiste", conta o actor.

Depois de ver o filme, que não tinha muita acção, procurei ler a ficha técnica para saber o nome do director. Bati na mesa, várias vezes, de raiva.

Glória Maria, sei que era suposto estar a falar do inicio das aulas, mas não estou motivado. Falta motivação para tal. A profissão me dá golpes e sinto que me faltam forças para resistir até ao ultimo combate. 1024x768

 

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Glória Maria-Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

DEVO confessar que, esta semana, fiquei um pouco frustrado quando tomei conhecimento de que a  gigantesca ponte,   ainda em construção,  que liga Maputo a Ka-Tembe,  não será atravessada por peões.

Não sei  por que  “carga de água”, convenci-me que iria passear, a  pé, para a  Ka-Tembe, atravessando  a  baía através daquela majestosa infra-estrutura.

Acho que, como eu, muita gente pensava assim. É que sempre imaginei que iria contemplar a  bela baía de Maputo por cima da ponte. Imaginei noites de luar eu ali por cima a  ver a  baía.

E o meu romantismo ficou por terra. Será proibido circular por ali a  pé, diferentemente  do que acontece em várias pontes moçambicanas e muitas outras, aos milhares,   que pelo mundo fora permitem a  ligação entre duas margens do mesmo rio, entre montanhas, etc, etc, algumas das quais autênticas obras-primas.

O responsável da Empresa Maputo-Sul, que faz a  gestão das obras, o engenheiro Silva Magaia, disse-me que o empreendimento foi concebido apenas para a  circulação de viaturas.

Acrescentou que os mentores desta ponte não incluíram os peões por razões de segurança. A zona onde está instalada  aquela ponte também é uma área portuária, donde transitam muitas mercadorias, algumas das quais pertencentes a  entidades públicas e  privadas de países vizinhos.

Por outras palavras, não se incluiu peões na concepção da ponte para evitar roubos. Mas, para além dos roubos, Magaia referiu que também tenta-se evitar que  algumas pessoas escolham aquela infra-estrutura para se suicidarem, lançando-se lá de cima para  as águas do mar.

Com esta última hipótese é que não contava. Seja como for, não concordei, embora não tenha manifestado essa minha discordância porque sabia  que já não há mais nada a  fazer. A ponte está quase pronta e até ao final do presente semestre será entregue pelo empreiteiro chinês às autoridades moçambicanas.

Seja como for, ficaram-me muitas perguntas a  pairar  no meu cérebro.

Será que os automobilistas  estão isentos à vontade de suicídio? Quem tem vontade de morrer, se não for à ponte não irá se matar noutro sitio  qualquer?

São perguntas que não consigo deixar de fazer a  mim mesmo. As respostas são tão óbvias. No entanto, há quem deve estar a  aplaudir a exclusão dos peões na travessia da ponte.

Estes são os donos dos barquitos que actualmente concorrem com os ferry boats da estatal  Transmarítima. Continuarão a  fazer o seu negócio  de transporte de passageiros e carga à vontade como se a ponte não existisse.

É que a  maior parte do povo da Ka-Tembe vai preferir o barco aos transportes públicos terrestres que, como se sabe, cobram mais caro que os barcos. E o preço será agravado porque a  ponte terá portagem nos dois sentidos. Meus senhores, quando pensamos em fazer obras de grande envergadura de utilidade pública como a  ponte da Ka-Tembe,  temos que pensar também nos mais desfavorecidos.

Não podemos construir  uma infra-estrutura  como aquela que vai ser paga por todos nós, através dos impostos, mas que exclua a maioria da população. Não há argumento válido para excluir o povo, o tal patrão de que sempre fala o nosso chefe de Estado.

Lobão João

HÁ cerca de nove anos assistimos à destituição de Thabo Mbeki da presidência da África do Sul, sob a alegação de que a sua atitude em relação ao HIV/SIDA não era clara. Que além disso emitia opiniões não claras, do governo sul-africano, sobre a crise agrária no Zimbabwe e também porque a sua política racial causava desconforto à minoria branca. Em jeito de lembrete: Mbeki governou a África do Sul de 14 de Junho de 1999 a 20 de Setembro de 2008.

Nos dá pena. Pena da cidade de Nampula por vermos o que está a acontecer com a sua ingovernabilidade, desde que se tornou “órfã”, em consequência do assassinato do seu edil, Mahamudo Amurane, no dia 4 de Outubro do ano passado. 

Domingo, 04 de Fevereiro, um amigo que vive na cidade da Maxixe telefonou-me para se despedir porque na tarde do mesmo dia, viajaria à cidade de Maputo de onde partiria para fora do país. O voo de Inhambane para a capital do país estava marcado para as 15 horas.

Na opinião do governador de Manica, se tal fosse consensualizado, ao invés de se optar pela importação do equipamento novo que sai muito oneroso aos bolsos dos gestores dos parques de máquinas ou dos camponeses, poderia recorrer-se a tractores usados que existem a bom preço no mercado sul-africano.

DISSE no primeiro texto desta série que o país pode estar a caminhar para uma situação em que a população cresce em progressão geométrica, não encontrando, esse crescimento, correspondência com os níveis de produção de alimentos, por esta estar a crescer em progressão aritmética o que significa que o que é produzido não é suficiente para alimentar tanta gente. Uma realidade difícil de ignorar por demais evidente que ela é.

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