O DEBATE sobre a paz no nosso país é e sempre será inesgotável e incontornável, enquanto ela não for duradoira e efectiva. Isso deve estar sempre nas nossas mentes como cidadãos moçambicanos. Enfatizando, falar da paz em Moçambique não é uma mera diversão porque ela mexe, de forma profunda, com os nossos corações, por sabermos quanto custou e está a custar para trazê-la efectivamente. Há muito que esperamos por ela na nossa pátria.

De facto, não há tempestade que perdure para sempre e a seguir nas nuvens às vezes surge o sol (solução). Com a fé e coragem alcançamos os nossos objectivos.

E pode ter sido acreditando nisso que o Presidente da República, Filipe Nyusi e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, acordaram, de forma consensual, alguns aspectos importantes sobre a descentralização administrativa do país, cujo documento o estadista moçambicano já  o submeteu à Assembleia da República para os devidos efeitos.

Com isso, entendemos que aqueles concidadãos fizeram a prova de muita consideração para com o povo moçambicano, que sempre clamou sobre a necessidade de o país viver em paz duradoira e efectiva rumo ao desenvolvimento.

Abordamos este assunto aqui cientes de que os consensos alcançados entre os dois dirigentes não terão sido fáceis, exigiram grandes esforços num dos processos conflituoso e longo do continente africano. Acompanhamos, por exemplo, a ida à Gorongosa do Presidente Nyusi ao encontro de Afonso Dhlakama.

Os cidadãos deste país agora já têm a noção de que algo está sendo feito para que a paz que almejamos esteja próxima, bastando a seriedade e responsabilidade de todos nós, que devemos também pensar na unidade nacional para proteger os mais sagrados interesses da pátria.

 O sinal disso é que depois de o Chefe do Estado ter submetido o documento à Assembleia da República, o facto está a suscitar vários debates no seio da sociedade moçambicana, o que é muito bom, não só para a paz, como também para a consolidação da democracia participativa sustentada na justiça e inclusão social.

Falamos da justiça porque, no nosso país, a justiça ainda não responde aos anseios do cidadão comum, recorre, por exemplo, aos tribunais para ter alguma assistência jurídica. E com a paz efectiva acreditamos que as autoridades podem ter possibilidades de criar condições infra-estruturais e de recursos humanos e financeiros para responder a esses anseios.   

Todavia, a submissão do documento sobre a descentração àquele órgão legislativo, constitui uma oportunidade ímpar, de os nossos ilustres deputados demonstrarem que não são políticos assumidamente adeptos de uma prática retrógrada, no exercício das suas funções, como às vezes se comportam nos debates, privilegiando os interesses político-partidários em detrimento do bom servir, neste caso ao povo que o representam naquela assembleia.

Precisamos de deputados que nos digam a verdade, cuja prática seja consentânea, particularmente nos momentos dos debates dos problemas que afectam o país. O documento que já está em sede da nossa Assembleia da República exige responsabilidade, seriedade e sentido patriótico no seu debate, por parte dos nossos parlamentares.  

 Se nunca houve soluções rápidas, consistentes e eficazes do conflito político-militar que o país sempre enfrentou, esperamos que seja desta vez. Até porque esperamos, igualmente, que não seja difícil prever o que poderá acontecer com os debates do documento na nossa Assembleia da República.

Com a paz duradoira e efectiva os moçambicanos terão opções dignas de vida, circulando livremente em todo o território nacional. Vamos dar outra vez ao mundo, o exemplo de um país de reconciliação depois de uma longa guerra fratricida, trazendo essa paz.

MOUZINHO DE ALBUQUERQUE

 

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O QUE está a acontecer na África do Sul lembra-me o antes do Iraque, Líbia, Egipto, Tunísia e a tentativa feita na Síria e, muito recentemente, na Venezuela. A intenção é a mesma: descredibilizar as lideranças em exercício, catalogando-as com os mais variados adjectivos nocivos e apresentando “novos, limpos e exemplares” para tomarem os destinos dos países nas suas mãos. O mesmo é dizer, os promotores dessas “revoluções” querem, isso sim, controlar os destinos dos países e, principalmente, a forma como esses destinos são traçados.

Em relação a Moçambique – reagindo aos esforços pela paz, reagindo à forma como o país se está a aguentar no capítulo económico e social – não se estão a verificar os levantamentos populares que esperavam, a estabilidade política é uma realidade, reina uma paz social significativa, os promotores das primaveras aí estão a porem em marcha os seus planos b, c, d, etc. Expoentes máximos desses planos são os ataques armados lá p’ra o norte do país. Para os justificarem baptizam os atacantes de membros de grupos extremistas sobejamente conhecidos.

Como se sabe, as principais consequências do anúncio das chamadas dívidas ocultas foram a suspensão do apoio ao Orçamento do Estado moçambicano por parte do Fundo Monetário Internacional e dos parceiros tradicionais contribuintes para aquele “cofre”. Como era de esperar, a suspensão da ajuda resultou no aumento das dificuldades de acesso aos produtos de consumo e de outros serviços indispensáveis para a vida das pessoas. O emagrecimento do orçamento estatal, que se reflectiu no natural emagrecimento das previsões programáticas dos cidadãos, traduziu-se na redução do cabaz dos produtos básicos dos cidadãos. Ao nível das instituições públicas, optou-se pela priorização de serviços efectivamente indispensáveis.

Para fazer face aos problemas impostos pela redução da fatia do orçamento estatal, as autoridades aprimoraram os processos de cobrança de impostos para assegurar condições financeiras para o funcionamento do Estado. Paralelamente, o reitor das finanças do país, o Banco de Moçambique, tomou medidas que podem ser consideradas acertadas no capítulo cambial. Objectivo: balizar a actuação dos agentes económicos, dos bancos comerciais e de todos os agentes envolvidos, evitando assim, a bangunça que os “primaveristas” esperavam.

E os objectivos foram alcançados. O país continuou a funcionar, o governo e as suas instituições continuaram a funcionar, a sociedade “ouviu” e assumiu os apelos dos dirigentes governamentais e empenhou-se na produção nos mais variados campos de actividade. O metical estabilizou-se, garantindo que os preços dos produtos e de outros bens essenciais não despancassem. Em resumo, sobrevivemos à tempestade.

Estes sucessos – sim, são sucessos - não agradaram e nem podiam agradar aqueles que nos querem mal. Esperavam é que por estas alturas estivéssemos a comermo-nos uns aos outros. Na tentativa de contrariar os sucessos, uma das formas que encontraram foi a promoção de ataques armados, neste momento centrados em alguns distritos de Cabo Delgado. A escolha daquela província não é aleatória como se pode imaginar. Então, não é lá onde estão concentrados os grandes investimentos para a extracção de gás e de petróleo alguma vez vistos no país? A alegação de que os ataques estão a ser realizados por membros integrantes de grupos extremistas conhecidos é, na minha opinião, uma tentativa de lançar areia aos nossos olhos. Entendo, por outro lado, que um dos objectivos desta estratégia é provocar outro tipo de conflitos, nomeadamente para que se olhe para a comunidade islâmica como inimiga “do resto” dos moçambicanos.

A última cartada – provavelmente muitas outras virão - é a tentativa de “grudar” Moçambique ao conflito que opõe os Estados Unidos da América à Coreia do Norte, por causa dos tais de mísseis nucleares. Não é por acaso que os “states” mandaram a sua televisão-mor, a CNN - Cable News Network -Rede de Notícias a Cabo, fundada em 1980 por Ted Turner, “investigar” supostos negócios coreanos em Moçambique na área das pescas. Refira-se que há uns meses circularam informações indicando que Moçambique e Angola estariam a cooperar militarmente com a Coreia do Norte, violando assim as sanções decretadas pelas Nações Unidas contra aquele país.

O que se espera após os resultados da suposta investigação da CNN? Nada mais nada menos do que sancionar Moçambique. O mesmo é dizer, bater ainda mais num povo cujo aperto do cinto atingiu o ponto em que só falta partir o que resta da espinha dorsal. Aí sim, estaria atingido o nível-3 da desestabilização, que é levar os cidadãos a revoltarem-se reeditando o 5 de Fevereiro de má memória. É assim como age o inimigo. Cria casos para depois usá-los para criar instabilidade e caos…

MARCELINO SILVAEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

A “CABEÇA de Velho”, uma rocha considerada misteriosa por se parecer com a cabeça humana, de um idoso careca, barbudo, deitado de costas e chorando, tem vindo a ser motivo de homenagens, anualmente, através de festivais turístico-culturais que têm lugar desde 2014.

São eventos que põem fim a uma fama sem proveito, que se resumia em conversas ao nível formal e informal, sem que nada de relevo fosse feito para enaltecer o cartão-de-visita da cidade de Chimoio.

O Governo de Manica, através destes festivais, decidiu tirar a “a cabeça do velho” da fama sem proveito. Anualmente, junta milhares de pessoas no sopé do Monte Bengo, o nome original da serra, para dar corpo àquilo que, doravante, vai ser motivo de idolatria por todos os amantes do turismo, por constituir uma das maiores atracções turístico-culturais da província.

O local é carregado de simbolismos, com diversas interpretações, desde socioculturais até a místicas, biológicas, históricas, antropológicas e tradicionais, sendo por isso usado pelos residentes locais para vários fins, desde orações religiosas até a preces e cerimónias tradicionais para evocar os espíritos e pedi-los para que operem milagres nos vivos.

Não é por acaso que os festivais que pretendem exaltar a imponência e a importância turístico-cultural da “Cabeça do Velho” têm tido como lema “Paraíso Místico por Explorar”. Na verdade, a “Cabeça de Velho” é um lugar místico, misterioso e enigmático, onde muita coisa provoca perguntas que muitas vezes não têm respostas a contento.

Desta vez, António Barros, o meu conterrâneo, decidiu homenagear o monte através de um livro. Através das suas crónicas, António Barros trouxe, mais uma vez, ao de cima a relevância deste monte no panorama turístico e cultural do país e da província de Manica.

António Barros, além de explorar as inteligências ocultas do “velho homem” deitado eternamente no bairro Nhamahonha, reeditou os vários mistérios que o local encerra. Os lençóis brancos, que até há quatro anos apareciam lavados e estendidos todas as manhãs sem que se saiba quem os pôs lá, os bodes de colar vermelho sem dono conhecido, transportando moedas, que desfilavam indiferentes nos bairros densamente habitados nos arredores do monte e ainda as “lágrimas” que escorrem em todos os períodos do ano da zona dos olhos do “Velho”, provenientes de uma minúscula nascente no topo da rocha, são alguns dos mistérios que certamente Barros não terá olvidado na sua aparição.

Aliás, nesta mesma zona, reproduzem-se colónias de velozes lagartixas de cauda azul e vermelha que habitam a rocha em grandes quantidades junto de enormes macacos, aves e serpentes. No “queixo” da face do velho ergue-se uma “barba” abundante, que recorda alguns religiosos. A barba é formada por frondosas árvores que hospedam um cemitério tradicional, onde foi enterrado o líder que ostenta o nome da rocha e onde decorrem frequentemente as festas e cerimónias religiosas, contracenando com o deserto provocado pelas queimadas descontroladas e pelo garimpo.

Isto equivale a dizer que António Barros aparece numa altura em que a serra está a saque de gente que procura pedras para construção civil, que a dinamita com fogo e outras técnicas para fragmentar o calhau. As queimadas descontroladas, motivadas pela caça de ratos nas encostas, e que têm dizimado milhares de pequenas espécies, é outro desafio que o velho “bengo” se vai confrontando perante a condenação veemente de todos.

A “Cabeça de Velho” pretende-se que venha a ser um parque ecológico, exactamente por reconhecer e preservar o potencial ambiental e o habitat de várias pequenas espécies que habitam a serra e que, neste momento, enfrentam o perigo de extinção devido à caça e às queimadas descontroladas.

Os festivais e o livro de António Barros despertam, sem dúvidas, a consciência turística e iniciativas de promoção do excursionismo ao nível da província de Manica, e uma oportunidade para enaltecer a importância e a real dimensão da “Cabeça do Velho”, o pseudónimo do lendário monte Bengo, localizado no bairro Nhamahonha, na capital provincial de Manica.

Sendo Barros da terra de Zalala, ele pretende dar tributo ao lendário Monte Bengo, uma das principais atracções turísticas da província de Manica, que diferentemente das províncias costeiras, tem o ecoturismo e o turismo das montanhas como sua maior potencialidade.

VICTOR MACHIRICA

Em plena semana vitaminada com uma boa nova sobre a paz, anunciada ao vivo pelo Presidente da República, um jornalista que o país ganhou por culpa da Rádio Moçambique, conseguiu concentrar meia cidade à volta de pequenas estórias de sua vida, que agora se tornaram em episódios da nossa história colectiva.

DIZ o ditado que ninguém vai à Roma e volta sem ter visto o Papa. De igual modo, o Brasil é conhecido como terra do Samba, Portugal como país do fado, Argentina como dona do Tango, Moçambique como (discutivelmente?) país da marrabenta e por aí em diante. São marcas que particularizam regiões, diferenciam pessoas e, por via delas, os povos encontram razões para orgulho e auto-estima.

Mas há outras distinções por este país, que singularizam as respectivas gentes, mas que as suas potencialidades residem debaixo dos escombros do anonimato, chegando, muitas vezes, por passar largo tempo ao lado de uma riqueza que poderia ser proporcionada por estes recursos que a mãe natureza disponibiliza.

Há meses, Limpopo visitou Mapai e constatou as respectivas potencialidades, que tornam aquele distrito do norte da província de Gaza mais próximo da convivência com outras províncias de Moçambique e com outros países vizinhos, principalmente da zona Austral, tal é a demanda para aquele novo distrito em busca do que de bom se produz, através de trocas comerciais, numa feira tradicional que acontece em todas as quintas-feiras. O carvão é um dos grandes produtos procurados nesta região. Aliás, não raras vezes, na estação de Gare de Mercadorias, na cidade de Maputo, muito se fala do carvão do norte de Gaza devido à sua indiscutível qualidade.

Mas é de Massingir que Limpo quer se debruçar. Semana passada, concretamente a 08 de Fevereiro, a vila engalanou-se por uma razão bastante justa. Era a passagem do 46º aniversário depois que deixou de ser um simples posto administrativo, adstrito ao distrito de Guijá, passando ele mesmo (Massingir) a ostentar esta categoria. Ou seja, Massingir é um distrito há 46 anos.

Para assinalar a efeméride, o governo local, dirigido por Sérgio SionalMoiane, organizou uma série de eventos, desde a deposição de flores na respectiva Praça dos Heróis, passando pela exposição das potencialidades naturais do distrito, até ao festival de makhwai, dança que também singulariza este distrito. A gastronomia também fez parte da festa da vila, com comida para toda a população, organizada pelos respectivos bairros. A festa foi mesmo para todos!

Nesta exposição do seu potencial, o produto que saltou à vista e que constituiu o atractivo da maioria dos visitantes foi o peixe, da espécie chamadatilápia. É que, tal como se vangloria Sérgio Moiane, é proibido ir-se a Massingir e se voltar sem se ter provado uma boatilápia, feita de diversas formas, como só gentes desta terra sabe fazer. Massingir é terra de peixe, mas outros há que dizem que Massingir é mesmo peixe. O respectivo mercado anda “inundado” deste produto oferecido pelas águas locais, de tal forma que nunca é achado em nenhum congelador. Tilápia come-se fresco e nunca congelada.

Se de forma artesanal o peixe circula em grandes quantidades como as que pudemos observar, imagine-se se a pesca fosse industrial! Seria tudo o mundo a jogar limpo(po), de tanta fartura para dar e exportar...

César LangaEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

OITO horas e trinta minutos.Manhã de uma quinta-feira,com os termómetros a indicarem três graus e com uma previsão de subida até oito graus Celsius. Nada de surpreendente quando a conversa é nas bandas do império do sol nascente, na sua marcha ao início da doce e apaixonanteprimavera, altura em que, durante perto de duas semanas, Tóquio é celebrado pela florescência das árvores. Em que ela é a cidade branca e rosa, é a cidade para todas as paixões e à semelhança da neve. Depois. Depois vem a chuvinha que as deita abaixo ficandoem situação estrumante e no seu lugar as folhasque verdejam a cidade. E estas fazem cobrir de verde as adornantes cerejeiras, que são a alma de um lugar onde a modernidade não conseguiu matar o tradicional. Ou de um tradicional que nunca se coibiu de fazer amor com o moderno. Que não resiste aos ventos da globalidade, mas que a aceita moldando-a naquilo que há de mais substantivo na sua tradição, na sua cultura.

Mas então estava a falar desse advir primaveril. Sim, o início da primavera. Uma Primavera que não acaba com a morte de uma andorinha. Ela nem sequer morre. Justamente porque, no caso, faria tanta falta. Ela encontra gozo no seio dela. Da primavera. Uma primavera entrando com as ruas, na sua copa engalanada de branco e rosa.

Contam que por essas alturas, primeira quinzena de Março, Tóquio é uma festa com pessoas idas de vários quadrantes. Muitos japoneses na diáspora, por esse período estão lá. E é o amor que acontece nesta grande esquina do tempo. Mas agora, o inverno ainda pica, menos, mas pica. As calças ficam coladas ao corpo. Os nativos andam com a boca e o nariz com aquela máscara do pessoal da saúde. Isto bate duro. Mas é assim mesmo. Sim, por aqui a vidaacontece desta maneira e não há habituação que possa dispensar o agasalho, mas pode suceder que com o passar de dias, de tempo,aconteça queseja possível o aliviar das peças no corpo e se parecer, não como, mas um pouco igual aos que cá nasceram e cá vão morrer para a adubagem deste torrão do mundo.

E estaria a humanidade salva? Até podia ser que sim, mas então e as armas por vender!..

Bom, tenho de estugar o passo que a estação do metro fica um pouco para lá. Poucos minutos depois já estava eu sonhando com a neve. Estranho, mas assim mesmo. Duas horas depois o metro vomitou-me.Achava indigna a minha permanência no seu ventre fecundo. Era tempo de receber outras vidas, que a minha foi suportada a uma distância de seiscentos quilómetros. Duas horas.E a neve sobre a minha cabeça, que trato logo de a proteger.

Quioto, a primeira capital do império nipónico e onde nasceu o imperador Meiji a quem se atribui a paternidade de abertura do Japão para o mundo.

Àquelas vénias, a sua expressão mais alta de respeito, da verdadeira humildade,um banho de sorrisos, de carinho e de afectuosa humanidade, tudo isso desabando sobre mim e me deixando completamente louco. Aliás, que até nem há nada de novo. Louco já o era antes de nascer. E ainda bem que foi assim, que não há cá lugar para falas.

Entrei em visita a um templo, mais um, antes de participar da cerimónia do chá, cuja preparação obedece a um ritual e é feita por eleitos, por homens e mulheres que passaram por uma formação bem exigente. Valeu-me, e muito, o facto de calçar sapatos de encaixe, pois, tem de ficar por fora. Enão há banco. Apenas uma almofadinha e as pernas têm de ficar em posição de cruzadas, o que dá em avarias a quem não tem o hábito. E a preparação do chá começou, mas não pergunte como é que é. Três minutos depois estava completamente perdido e não estou arrependido. Recebida a gamela, vou assim chamar, segui à risca as instruções para depois levá-la aos lábios, por três momentos até acabar o chá. Depois que me é entregue a gamela, tenho de fazer uma vénia com ela segura por ambas as mãos. Depois levantá-la para pouco acima da testa. Baixá-la. Girá-la duas vezes na mão e depois levá-la aos lábios. E é o começar a tomar o cháem um recipiente que vem sendo usado há quatrocentos anos. Parece uma anedota,não é? Mas é a verdade.

É surpreendente, este povo de uma generosidade inigualável. Levei de presente um saco cheio de pacotes de chá. Duas vénias foram o meu presente para eles.Caminhei até ao lugar onde deixei os sapatos.Calcei-os e voltei-me para os mestres.Fiz mais duas vénias, debitei-lhes um afectuoso sorriso. E deixei que o frio me levasse para onde quisesse.

DjenguenyenyeNdlovu

Vamos aqui recordar os receios manifestados aquando da pavimentação da Avenida Nelson Mandela, que agora geram uma espécie de desconforto para as pessoas que habitualmente usam aquela via.

REZAM relatos que, certa vez, algures, Hugh Masekela, a lenda da música africana recentemente falecido, recusou-se a tirar uma fotografia com uma jovem por ela portar tissagens, extensões ou outros desses cabelos artificiais com os quais as “nossas irmãs” preferem apresentar-se, falsificando a sua própria identidade.

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