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DIZ-SE que não tentemos inventar a roda, pois, ela já foi inventada há séculos. O que é preciso é trabalhar para torná-la melhor. Parece ser esta a filosofia que Venâncio Mondlane está a seguir, ao copiar o que os políticos brasileiros estão a fazer.

A ideia parece ser: há que aproveitar as oportunidades. Há que ver para que lado o sol se dirige. Apanhar comboio enquanto é tempo…

Tal como alguns políticos brasileiros, Mondlane parece estar a guiar-se por uma meta já pré-definida: alcançar, o mais rapidamente possível, o objectivo de afirmação pessoal. Pois, o tempo urge. Não se conhecem as razões que estão na origem do possível abandono do MDM por parte do novel político. Especula-se, entretanto, que o desencanto que estará a motivar a saída tem a ver com a percepção de que o líder do MDM, Daviz Simango, não tem a intenção de “valorizá-lo”, o que é testemunhado pela sua não indicação, na recente remodelação da direcção do partido, para os corpos directivos.

Quer seja pelo motivo acima referido, quer por outra razão, o salto, a acontecer, tem sabor a oportunismo, falta de seriedade e de lealdade. Não apenas em relação ao partido que o acolheu, como também em relação aos cidadãos eleitores que confiaram nele. É que, sendo um indivíduo de verbo fácil, Venâncio Mondlane conquistou meritoriamente algum eleitorado jovem e mesmo da faixa etária mais adiantada. Primeiro ao nível da capital do país, depois a nível nacional. Apesar do seu estilo desabrido, que é a marca que adoptou para apresentar os seus pontos de vista, conseguiu granjear muitas simpatias. Tal credibilidade, tal aceitação, foram conquistadas enquanto membro do MDM. Foi, pois, nesta organização que Venâncio “se fez” político que é hoje.

Perante as informações que dão conta de possível saída, muitos dos seus fãs estarão possivelmente desiludidos ao ouvirem que o seu ídolo está a preparar-se para “emigrar” para as hostes renamistas. Outros, mesmo não sendo fãs, poderão estar a questionar-se se Mondlane é um político que deve ou não ser confiável. Uma pergunta que tem a sua razão de ser, pois, as pessoas querem confiar o seu voto a quem pode garantir, ou pelo menos tentar garantir a realização do objectivo que está por detrás desse voto.

Sendo verdade que os políticos, tal como qualquer cidadão, também “comem”, ou seja, têm direito a salário e a outros direitos atribuídos a um trabalhador, não é menos verdade que os seus eleitores, esperam dele, a disponibilidade, a hombridade e capacidade de assumir as suas “dores”. Isto é, o político deve poder promover, proteger e defender, atempadamente, os anseios daquele. Os cidadãos esperam, por isso, do “seu político”, um máximo empenho na defesa dos ideais do partido pelo qual foi votado. Ideais que pretendem ser o reflexo dos seus anseios. Ao pretender trocar o MDM pela Renamo, estará, portanto, a ignorar essa confiança, a mandar passear não apenas a organização como também, e sobretudo, as expectativas em si depositadas pelos membros e simpatizantes seus fãs. Para o mal dos nossos pecados, como sói dizer-se, o caso deste não é único. Aliás, é só olhar para a base do MDM.  

Enquanto alinhavava este trabalho, fui sabendo através da comunicação social que o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, STAE, não irá alcançar os números que esperava durante o recenseamento eleitoral. Um dos motivos do fracasso terá sido o desinteresse que os cidadãos vêm demonstrando nos últimos tempos em relação aos processos eleitorais. Isto é, os cidadãos estão se marimbando relativamente a estes processos de eleição de cidadãos para o exercício de cargos políticos. Estão se marimbando porque à medida que o tempo passa acreditam menos nos políticos.

O descrédito dos cidadãos em relação aos políticos tem várias origens. Entre eles destacam-se as promessas feitas durante as campanhas eleitorais, que nunca chegam a ser cumpridas. Figura também a falta de seriedade de alguns políticos que para conquistar as simpatias do eleitorado, prometem “mundos e fundos”, mesmo sabendo da impossibilidade da sua concretização. Essa falta de seriedade manifesta-se também através dos saltos de um partido para outro, protagonizado por alguns militantes. E chegamos assim ao caso do Venâncio Mondlane, o último protagonista de mais um salto de paraquedas…

Concluindo: seriedade e comprometimento, precisam-se para que a sociedade volte a acreditar na política e nos políticos.

Marcelino Silva-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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