Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O Embaixador da Alemanha em Moçambique, Detlev Wolter, considera as quintas eleições autárquicas realizadas no passado dia 10 de Outubro corrente, como terem decorrido num ambiente pacífico e de urbanidade, como resultado da grande responsabilidade demonstrada pelo povo moçambicano.

O diplomata germânico reagiu nestes termos, quando questionado pela nossa Reportagem ontem em Inhambane, face aos resultados intermédios divulgados pelos órgãos eleitorais e as reclamações colocadas pelos partidos da oposição, nomeadamente, Renamo e MDM.

“A Alemanha já se pronunciou através da União Europeia, o sentimento de que as eleições foram livres, justas e transparente, mercê do grande trabalho organizativo desenvolvido pelos órgãos eleitorais e pelo civismo e urbanidade demonstrados pelo povo moçambicano”, afirmou Deltev Wolter.

No entanto, os órgãos eleitorais em Moçambique devem continuar a tratar e encontrar resposta às reclamações dos partidos da oposição em relação aos quatro municípios, porque isso, vai credibilizar ainda mais o processo que por si foi pacífico.

Não obstante os casos de ilícitos reportados em alguns municípios durante a campanha eleitoral assim como no dia da votação, os mesmos não tiram o mérito do progresso da democracia moçambicana, alicerçada no diálogo político dirigido pelo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, com a participação de todas forças da sociedade civil.

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A Suíça considerou de livres e justas as eleições autárquicas de 10 de Outubro passado que deram vitória a Frelimo em 44 conselhos autárquicos, de um total de 53 cidades e vilas autárquicas nacionais.

Num comunicado a que o Notícias Online teve acesso, é referido que “as eleições decorreram num ambiente de optimismo, com as lideranças do país comprometidas com o processo”, para além de um apelo no sentido de os órgãos de administração eleitoral responderem “de forma justa e transparente” a todas as preocupações apresentadas pelos partidos concorrentes no pleito.

“Assistimos a reais progressos nos últimos meses e o objectivo de alcançar a paz duradoura já se vislumbra no horizonte. Seria uma oportunidade perdida se estas conquistas e estabilidade a longo prazo fossem desperdiçadas. Encorajamos a que as linhas de comunicação se mantenham abertas. Só trabalhando em conjunto e de modo construtivo é que se encontrarão soluções e as diferenças serão resolvidas”, frisa o documento.

Finaliza expressando o interesse da comunidade internacional em continuar a apoiar todos os moçambicanos na sua busca por uma sociedade assente no respeito pelo Estado de direito. 

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APESAR de não ter conseguido recuperar a cidade da Beira das mãos do MDM, a Frelimo considera que a sua base de apoio nesta autarquia cresceu significativamente. A apreciação foi feita ontem pelo chefe-adjunto da brigada central de assistência à província de Sofala e membro da Comissão Política, Aires Aly, em balanço da prestação do partido no processo eleitoral. Leia mais

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AS Comissões Distritais de Eleições (CDE) devem divulgar até hoje os resultados do apuramento intermédio da votação da última quarta-feira nas 53 autarquias do país, ao abrigo do artigo 118 da Lei número 7/2018, de 3 Agosto, que estabelece o quadro jurídico para a eleição dos membros dos órgãos autárquicos.

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Niassa deteve, durante o acto de votação, que se realizou quarta-feira, um cidadão de 20 anos de idade que portava dois cartões de eleitor.

O facto aconteceu na assembleia de voto instalada na pista de atletismo, bairro de Expansão, município de Lichinga, quando o jovem apresentou o primeiro cartão de eleitor e não foi achado o seu nome no caderno eleitoral. Entretanto, este veio a exibir um segundo cartão aos membros de mesa da assembleia de voto.

Falando ontem em Lichinga, durante o briefing do processo de votação, o porta-voz da PRM no Niassa, Alves Mathe, disse que o cidadão não sabia do crime que cometeu.

“Ele disse que perdeu o primeiro cartão de eleitor e, por motivos que desconhecemos, foi tratar o segundo”, afirmou Mathe, tendo sublinhado que “isso é ilícito eleitoral”.

No entanto, o porta-voz da Polícia fez referência aos casos de desmandos que ocorreram nos bairros de Assumane, Ntoto, 23 de Setembro, Chiulugo, Nomba, Aeroporto e Mitava.
Segundo Mathe, os actos se assemelham em todos os postos de votação.

Em Nomba, por exemplo, após terem depositado o voto na urna, os eleitores permaneceram nas redondezas dos postos, afirmando que “querem controlar o seu voto”.
Após terem encerrado as mesas de assembleia de voto, pontualmente às 18 horas, os eleitores afluíram para as proximidades dos postos.

“Houve uma agitação por parte de certas pessoas que criaram a desordem pública. Não queriam abandonar os locais depois de exercer o seu direito de voto. E as mesmas pessoas queriam presenciar a contagem de votos. Então, são esses momentos que solicitaram a Unidade de Intervenção Rápida para repor a ordem pública”, vincou.
“Ninguém ficou ferido”, disse Mathe.

Ontem, a AIM fez uma ronda pelos bairros de Nomba e Ntoto. No local, testemunhas apontam que durante os desmandos da madrugada houve feridos que foram evacuados para o Hospital Provincial de Niassa.

“Chegaram aqui e lançaram gás lacrimogênio. Mesmo assim, as pessoas não saíram porque pensaram que queriam encher os votos nas urnas. Correram e se feriram”, disse uma das testemunhas que se identificou apenas por Alima.

Em Lichinga, funcionaram 139 mesas de assembleia de voto.

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