Algumas escolas e instituições públicas e privadas transformaram-se em locais de acomodação das vítimas do ciclone tropical Idai, que fustigou nos últimos dias a zona Centro, particularmente a cidade da Beira, desalojando milhares de pessoas.

As escolas primárias do Ndunda e Agostinho Neto, por exemplo, esta última no centro da urbe, viraram centros para alojamento de famílias afectadas nos bairros da Ponta-Gêa, Maquinino e Praia Nova.

O Pavilhão dos Desportos é outro estabelecimento pertencente ao Governo que voltou a acolher famílias que perderam as suas casas.

O  Hospital 24 de Julho, que acaba de ser reabilitado, alberga centenas de famílias que tiveram ontem a oportunidade de trocar impressões com o Presidente da República, Filipe Nyusi, a quem disseram ter perdido tudo.  

Até a manhã de ontem, altura em que o Chefe do Estado escalou a cidade da Beira, estavam contabilizados 68 mortos nas cidades da Beira e Dondo.

Outros dados preliminares indicam que, pelo menos, 117 mil pessoas foram afectadas na cidade da Beira, onde se registaram  incalculáveis danos em infra-estruturas.

A situação na Beira continuava lastimável, três dias depois de a urbe ser atingida pelo ciclone. As chuvas intermitentes não estão a permitir que as pessoas retomem a vida.

Para a compra de água, comida e outros produtos básicos, as pessoas formam longas filas nos estabelecimentos comerciais, o mesmo acontecendo em relação aos combustíveis, com muitas estações de serviços a abastecer com limitações devido à escassez.

Militares das FADM e do exército sul-africano encontram-se no terreno desde domingo para trabalhos de limpezas na urbe destruída.

Por outro lado, a empresa Electricidade de Moçambique está a repor os postes que foram arrancados por força dos ventos.

Falando a jornalistas no Aeroporto Internacional da Beira, momentos após ter visitado algumas vítimas do “Idai” albergadas no Hospital 24 de Julho, o Chefe do Estado disse que neste momento a preocupação é preservar vidas humanas e providenciar condições básica às pessoas.

“Estamos preocupados por causa da vida das pessoas. É verdade que as pessoas compreendem o que aconteceu, mas isto não é suficiente porque elas não têm onde ficar, estão a precisar de coisas mais básicas como comida, água e medicamento. Sobre os medicamentos, a sua reposição na província pode ser num período de uma semana, mas teremos que reinventar porque toda a cidade está destruída”, explicou o Chefe doEstado

“Vamos fazer o levantamento e depois precisamos compreender o que tem de ser feito em primeiro.  O problema é sério, requer um trabalho colectivo com vista a reposição gradual das infra-estruturas destruídas, tais como de abastecimento de água potável, energia e comunicação”, referiu o Presidente da República, acrescentando que, durante a sua curta visita à cidade da Beira, a falta de comunicação não o permitiu falar com o presidente do Conselho Autárquico, Daviz Simango.

Sem perder a esperança

Na conversa que manteve com as vítimas do ciclone no centro improvisado do Hospital 24 de Julho, o Presidente da República pediu para que não percam a esperança.

“Vimos que tudo está destruído, o que podemos fazer é não perder esperança. Vamos tentar manter este centro. Sabemos que temos problema de comida e precisamos de aumentá-la. Temos que ser fortes para todos podermos vencer”, disse, pedindo à calma para que as pessoas não se agitem. “Não se agitem, os médicos já chegaram e a comida e água serão  providenciadas”, assegurou Nyusi.

EN6 interrompida

A cidade da Beira está isolada do resto do país devido à interrupção da Estrada Nacional número Seis (EN6), que liga o Porto da Beira aos países do “hinterland”. Segundo fontes da Direcção Provincial de Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, não se transita no troço Mutua-Tica devido ao desabamento da ponte sobre o rio Munhinga.

O Presidente da República fez saber que aajuda poderá chegar via aérea, uma vez autorizada a navegabilidade aérea neste ponto da província de Sofala.

Na ocasião, disse ser urgente o restabelecimento da circulação nesta importante via que liga a capital provincial de Sofala aos restantes pontos do país e os países vizinhos.

Navegação aérea retornada

O Aeroporto Internacional da Beira foi reaberto ontem, depois de três dias de interrupção devido ao mau tempo. O presidente do Conselho de Administração desta empresa, Emanuel Chaves,  disse a jornalistas que  foram criadas as mínimas condições para começar a receber aeronaves.

Chaves referiu que no sábado último reuniu-secom todas as representações das companhias aéreas que utilizam os aeroportos de Moçambique, para anunciara reabertura do aeroporto.

Afirmou que o Instituto Nacional de Meteorologia adquiriu o equipamento que ficou danificado e promete repo-lo ainda esta semana. 

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