PELO menos mais dois meses serão necessários para a cidade da Beira ficar completamente livre do lixo provocado à passagem do Ciclone Idai, segundo o presidente do Conselho Autárquico, Daviz Simango.

Em contacto com o Notícias, Simango afirmou que uma das primeiras intervenções depois do ciclone foi garantir a limpeza dos acessos, pois 90 por cento das vias estavam intransitáveis devido à queda de árvores e outros objectos arrancados pela força do vento.

“Houve um grande movimento para a remoção de resíduos sólidos. Neste momento, passados 30 dias, ainda temos grandes desafios e nos nossos cálculos poderemos levar ainda mais dois meses a executar esta actividade até a cidade ficar completamente limpa", sublinhou.

Apontou o lixo das árvores e objectos das casas destruídas como sendo os resíduos que ficaram espalhados pelas ruas e quintais.

Simango revelou que no processo de remoção de resíduos sólidos conta com aproximadamente 100 pessoas, entre voluntários e funcionários municipais.

Foram igualmente mobilizados 40 camiões que consomem 10 mil litros de carburantes por dia, mas, mesmo assim, o trabalho está a acontecer a contento no terreno, segundo o edil da Beira.

“O trabalho está a decorrer sem sobressaltos, estamos a redobrar esforços com vista a alcançar a meta de livrar-mo-nos dos resíduos sólidos. Importa destacar a entrega demonstrada por parte de uma grande parte da população que está a colaborar no tratamento e remoção do lixo”, congratulou-se Daviz Simango.

Entretanto, o presidente do Conselho Autárquico da Beira referiu que a epidemia continua a embaraçar as autoridades e as famílias, apesar de o número de casos estar a registar redução.

“Há mais de dez anos que a nossa cidade não registava casos de cólera, mas devido à problemática das inundações e pelo facto de termos ficado algum tempo sem água canalizada a doença propagou-se. Agradecemos as autoridades sanitárias por estarem a trabalhar incansavelmente no processo de cura dos doentes", afirmou. 

Município adverte contra abate de árvores

Daviz Simango deplorou a atitude de algumas pessoas que estão a abater indiscriminadamente as árvores, o que concorre para o desequilíbrio do ambiente.

“Alguns concidadãos,  por terem sofrido por causa da queda das árvores, preferem abate-las. Queríamos recordar aos munícipes que abatendo árvores estaremos a criar um outro problema ambiental. Há necessidade de mantermos as árvores, porque jogam um papel importante nas nossas vidas”, recomendou o edil.

Acrescentou que um grupo de funcionários estará envolvido nos próximos tempos no replantio de árvores de sombra na via pública.

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