Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A Livaningo, uma Organização Não Governamental (ONG) nacional, defende o estabelecimento de um sistema moderno e sustentável de gestão de resíduos sólidos no país.

Segundo o coordenador de programas da Livaningo, Álves Talala, Moçambique não possui nenhum aterro sanitário, mas sim lixeiras a céu aberto.

O facto, de acordo com a fonte, citada pela AIM, preocupa a organização e desafia o governo a implementar um sistema moderno de gestão de resíduos sólidos.

“O país apenas tem lixeiras a céu aberto e não tem aterros sanitários. É uma forma arcaica de lidar com resíduos sólidos. Nós achamos ser importante que o governo pense num sistema moderno de gestão de resíduos sólidos como aterros sanitários,” disse Talala, falando durante uma marcha de repúdio a lixeiras a céu aberto.

A marcha, realizada na manhâ de ontem, na capital do país , Maputo, visa sensibilizar o governo para acabar com lixeiras a céu aberto e estabelecer um sistema sustentável de gestão de resíduos sólidos.
A Livaningo diz estar a dialogar com o governo, desde 2001, no sentido de eliminar lixeiras a céu aberto, mas sem sucesso visto que até hoje o país não possui aterro sanitário.

“Estamos a discutir com o governo desde 2001 para a eliminação de lixeiras a céu aberto, mas até hoje ainda não temos aterros sanitários” afirmou Álves Talala.

Questionado sobre as razões da interrupção da construção de um aterro sanitário no distrito de Marracuene, decisão influenciada pela população local, Talala respondeu que se “tratava de mais uma lixeira a céu aberto. Foi por isso que a população reagiu.”

A fonte revelou que existe um espaço em Mathlemele, no município da Matola, onde deveria ser construído um aterro sanitário, empreendimento que seria financiado pelo governo sul coreano na ordem de 50 milhões de dólares. “O governo sul coreano ia investir cerca de 50 milhões de dólares para construir o aterro em Mathlemele, na Matola”, disse.

Em Fevereiro do ano em curso cerca de 17 pessoas morreram em consequência do desabamento da lixeira de céu aberto de Hulene, na cidade de Maputo.

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O ABASTECIMENTO de água ao Grande Maputo, a partir da Barragem de Corumana, localizada na Moamba, arranca daqui a dois anos, altura em que estará concluída a construção da Estação de Tratamento (ETA) de Sabié.

O facto foi revelado na quinta-feira pelo Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, falando no quadro da visita que efectuou às obras do sistema, que inclui, entre outras componentes, uma conduta adutora de 95 quilómetros entre a barragem e o Centro Distribuidor da Machava, no município da Matola.

Machatine disse, em resposta ao “Notícias”, que o arranque do bombeamento de água potável de Corumana para Machava está dependente da entrada em funcionamento da ETA de Sabié, cuja adjudicação da construção está neste momento à espera da aprovação final do Banco Mundial, principal financiador do projecto.

As obras da ETA, que se localizará 10 quilómetros antes da barragem, deverão durar 20 meses, de acordo com informações avançadas durante a visita, que durou todo o dia.

Quanto à conduta, o ministro, que se fazia acompanhar pelo representante do Banco Mundial no país, Mark Lundell, foi informado que a sua construção está praticamente concluída, decorrendo já testes de pressão. Mesmo os desafios da travessia dos rios Incomati e Matola, bem como a linha férrea de Ressano Garcia, foram já ultrapassados.

O ideal seria que a ETA e a conduta tivessem arrancado ao mesmo tempo, mas questões financeiras inviabilizaram o plano, levando o processo ao estágio actual, de uma componente estar pronta antes da outra.

Tendo em conta a situação, no ano passado garantiu-se que o bombeamento da água iria arrancar mesmo sem a ETA, devendo-se recorrer a mecanismos provisórios de tratamento de água, ideia agora posta de lado devido à falta de financiamento.

De Corumana chegarão, numa primeira fase, 60 mil metros cúbicos de água por dia e será possível abastecer mais 650 mil ligações, até 2025, número que vai atingir 989 mil em 2035. A cobertura no Grande Maputo sairá de 57 por cento para 65, em 2025.

O projecto global inclui a construção de centros distribuidores em Matlemele e Matola-Gare, na Matola, Guava, em Marracuene, bem como redes de distribuição a partir destes pontos.

Ao cair da tarde, Machatine visitou as obras de emergência que visam  minimizar o impacto negativo da seca na bacia dos Pequenos Libombos, que incluem a reactivação de pequenos sistemas e abertura de furos na periferia da Matola e Maputo.

 

 

 

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