A ESCASSEZ de gás doméstico que se regista em Maputo, Matola e nalguns centros urbanos do país só poderá ser controlada dentro de uma ou duas semanas, com os ajustamentos na cadeia de comercialização do combustível.

O problema é mais grave para as famílias que usam o gás fornecido pela Galp, empresa que se diz controlar cerca de 75 por cento da cota do mercado nacional.

A falta de gás começou a fazer-se sentir em Março, com os clientes a não encontrarem o produto nos postos de venda habituais nos bairros suburbanos de Maputo e Matola.

Paulo Varela, presidente do Conselho de Administração da Petrogal, disse que a procura de gás fornecido pela empresa subiu entre 30 e 40 por cento nos últimos dois meses, o que deitou por terra as previsões que haviam sido feitas.

Em face do cenário, a firma teve de ajustar a sua capacidade de oferta. Das anteriores cinco mil botijas que eram diariamente enchidas pela Galp, hoje a empresa processa cerca de nove mil, de acordo com a fonte. A empresa crê que dentro de uma ou duas semanas a procura estará integralmente controlada.

Aventa-se a possibilidade de o consumo de gás ter aumentado devido aos actuais custos do carvão. O preço actual de um saco é suficiente para a aquisição de duas botijas.

Com cada vez mais gente a precisar de gás, a empresa viu-se na contingência de repartir o pouco que engarrafava por todos os grandes revendedores, o que fez com que agentes comerciais como a Bongás, localizado no bairro 25 de Junho, na cidade de Maputo, passassem a receber 700 ou 800 garrafas por dia, ao invés das 1500 há dois meses.

Emílio Mundlovo, representante da área Comercial da Bongás, disse que nunca soube das razões. O ponto é que começaram a ter menos botijas que antes.

Nelson Mavimbe, da Movigás, outro grande vendedor que funciona em Laulane, disse que o consumo disparou nos últimos tempos ao ponto de passarem a solicitar cerca de duas mil garrafas por dia, contra as quatro mil que recebiam por semana.

Contudo, as quantidades requeridas nunca foram fornecidas. Só recebem também uma média de 700 ou 800 garrafas por dia, que esgotam de imediato.

Ambos os postos de venda não tinham gás da Galp até ao fim da manhã de segunda-feira, depois de terem esgotado os “stocks” no sábado. As entregas só foram feitas no início da tarde.

O director nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, Moisés Paulino, disse ao “Notícias” que as previsões de importações de gás doméstico este ano indicavam cerca de 28 mil toneladas, mas os consumos farão com que as requisições cheguem a 32 mil toneladas até Dezembro.

Para a fonte, o aumento do consumo de gás está directamente ligado ao preço do carvão e faz com que as autoridades “corram” para alargar a capacidade de armazenagem do combustível.

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