OS revendedores de gás doméstico nas cidades de Maputo e Matola não estão a conseguir satisfazer a crescente procura que se verifica, em resultado do aumento do preço do carvão e ao estímulo provocado pela recente redução do custo da botija de 11 quilogramas, que passou a ser adquirida a 440 meticais, contra os anteriores 660.

O cenário que a Reportagem do “Notícias” encontrou nos bairros de cimento e na periferia é de citadinos a andarem de um lado para o outro à procura de algum ponto onde haja disponibilidade de gás. Este o cenário que se vive diariamente, uma vez que as botijas que chegam às revendedoras esgotam rapidamente.

A situação, que dura há algumas semanas, é particularmente visível neste momento em que se regista uma redução do custo da botija.

É que mesmo os que não usavam gás, alegando o elevado custo, optam por este combustível, desde que a botija de 11 quilogramas passou a ser vendida a 440 meticais.

O saco de carvão, que durante a época chuvosa chegou aos 2500 meticais, baixou de preço para entre 1500 e 1800 meticais. Mesmo assim, para a maioria dos cidadãos este valor continua insuportável. Deste modo, o gás passou a ser opção para muitas destas famílias.

Há quem associe a falta de gás a um eventual açambarcamento e posterior venda a preços elevadíssimos, em caso de uma eventual revisão em alta de preços dos combustíveis que, de há algum tempo a esta parte, é feita mensalmente.

“Há quem compra mais de 40 botijas e depois vende a um preço alto. Antes até ao fim do dia era possível encontrar gás nas bombas, mas agora acaba cedo”, contou Hortência Remígio, que aguardava pela sua vez para adquirir uma botija nas bombas da Galp, na Praça dos Combatentes.

Atentos a este facto, os revendedores de gás doméstico agora aceitam vender apenas uma a duas botijas de gás por cliente, de modo a satisfazer o maior número de lares e evitar a rotura de “stocks”.

Conforme soubemos, a grande procura incide sobretudo por botijas da marca Galp, empresa que detêm 75 por cento do mercado.

Fonte da Bom Gás, um dos principais revendedores da capital, localizado no bairro 25 de Junho, avança que o “stock” disponibilizado pela Galp reduziu de 1500 para 900 botijas. A remessa não raras vezes esgota em menos de uma hora e meia.

A demora na reposição dos “stocks” é outro factor que concorre para a rotura que se assiste nos locais de revenda, no entender de Sheila Osman, gerente das bombas da Petromoc, no bairro de Hulene.

“A procura foi grande na semana passada e o gás acabava em menos de duas horas de tempo”, disse. Nestas bombas de combustível, também conhecidas por Xinkanhanine, o racionamento das vendas foi a solução encontrada de modo a permitir que maior número de pessoas conseguisse ter pelo menos uma botija, apesar da busca desenfreada estar a reduzir gradualmente neste local.

Questionado sobre a queixa dos revendedores, o Presidente do Conselho de Administração da Petrogal, Paulo Varela, negou a existência de quebras no fornecimento.

Alegou que a procura aumentou em 50 por cento por conta da redução de preços. Até Junho, a empresa enchia nove mil botijas por dia.

O director nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis no Ministério da Energia, Moisés Paulino, reconheceu que a procura de gás ainda prevalece, mesmo depois de os fornecedores aumentarem a sua capacidade de enchimento.

“Diante do cenário de escassez, sensibilizamos aos dois grandes provedores de gás doméstico a aumentarem a sua capacidade de enchimento. Assim, houve um esforço considerável por parte da Petrogal, que aumentou a capacidade de três para nove mil unidades, bem como por parte da Petrogás, que aumentou de nove para dez mil botijas por dia”, disse.

Assegurou que o país pode importar mais, sendo que a solução, a curto prazo, passa pelo aumento da capacidade de armazenamento.

Para o efeito, está prevista a abertura de uma unidade com capacidade de reservar entre duas a três mil toneladas de gás na cidade da Beira, província de Sofala, o que vai reforçar a oferta na região centro e norte, uma vez que o enchimento e armazenagem são feitos em Maputo.

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