Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O BAIRRO Luís Cabral localiza-se no Distrito Municipal KaMubukwana, na cidade de Maputo. Conhecido por Xinhambanine, por ter sido habitado maioritariamente por pessoas oriundas da província de Inhambane.

Os moradores reclamam a falta de tranquilidade, sobretudo de madrugada, relatando vários episódios de roubos que atormentam o bairro.

Luís Manjate, morador que conversou com o “Notícias”, disse que “os homens catana” continuam a perpetrar assaltos, sobretudo na zona da linha férrea.

“Aqui há assaltos principalmente nas madrugadas quando os moradores vão ao serviço. Há dias, alguém foi assaltado e agredido gravemente junto à linha feira. O agravante é que não há iluminação nas nossas ruas. Já debatemos sobre o assunto na reunião com a estrutura do bairro, que prometeu falar com a Electricidade de Moçambique (EDM)”, afirmou.

Manjate, que vive no interior do bairro há vários anos, apontou ainda a falta de uma escola secundária como outro grande dilema para as crianças que terminam o Ensino Primário.

“Não temos escola secundária. Quando os alunos passam para a 8.ª classe são encaminhados a escolas distantes do bairro e temos de gastar mais dinheiro com o transporte diariamente”.

Segundo o morador, a situação é complicada para os que frequentam o curso nocturno, porque à hora que chegam têm de enfrentar malfeitores que, para além de assaltar, agridem e violam sexualmente.

O “Notícias” conversou com um residente que disse ter sentido na pele a acção dos criminosos que lhe roubaram bens conseguidos com sacrifício.

Ricardo Alife, alfaiate de profissão, contou que por duas vezes a sua residência foi invadida e os seus bens saqueados.

“Os bandidos foram à minha casa de madrugada e roubaram aparelhagem, oito cadeiras, uniformes já prontos e uma máquina de costura. Em Abril, voltaram vandalizar meu estabelecimento, agrediram o jovem que lá encontraram e roubaram tudo o que tinha no interior”, Ricardo Alife.

O munícipe contou que vários casos de subtração de bens que acontecem no bairro não têm sido resolvidos pela Polícia, pois o posto policial está com pouco efectivo, que não consegue responder à demanda.

Outro problema levantado pelos moradores tem a ver com o deficiente fornecimento de água.

“Por vezes ficamos sem água e somos obrigados a procurá-la nos bairros vizinhos”, disse Alife.

Rute Nhantumbo também falou da criminalidade como uma das grandes preocupações do bairro Luís Cabral. “Os ladrões preferem mais os comerciantes. Recentemente arrombaram um internet café e roubaram todos os computadores. E casos destes são frequentes diariamente”, lamentou. 

A entrevistada referiu-se também ao aumento de casos de acidente de viação do tipo atropelamento na EN4 e que têm estado a matar gente. “As maiores vítimas são crianças que atravessam sozinhas”, apontou a moradora.

Argentina Alberto, outra moradora, queixou-se dos graves problemas de saneamento do meio causados por uma empresa que despejava excrementos humanos na rua, criando um mau cheiro e risco de doenças.

A moradora gostaria que a direcção do bairro resolvesse o assunto com a empresa que colocou fossas na via pública.

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