Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O GOVERNO moçambicanoestá a mobilizar recursos visando levar a cabo mais acções de resiliência aos efeitos das mudanças climáticas na cidade da Beira. O facto ocorre depois de ter realizado uma acção idêntica com vista à reabilitação do sistema de drenagem, que reduziu o impacto do alagamento da capital provincial de Sofala em 70 por cento.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, que semana finda inaugurou o sistema de drenagem das águas pluviais no desaguadouro do bairro das Palmeiras, anunciou que muitos outros projectos estão por vir nesta urbe.

Nyusi falava do sistema de drenagem denominado A1 e A3, que vai abranger os bairros da Chota e Estoril.

O referido sistema foi avaliado em 80 milhões de dólares norte-americanos, valor este a ser desembolsado pelos governos holandês e alemão, com participação do Banco Mundial.

Trata-se de um projecto que poderá retirar por completo a Beira do mapa das cidades propensas a inundações e cheias.

O responsável da Administração de Infra-estruturas de Água e Saneamento (AIAS) neste  projecto, na cidade da Beira, Paul Óscar, defendeu que o sistema de drenagem A1 e A3 vai igualmente contemplar o bairro do Macurungo e outros sistemas de valas de drenagem primárias.

“O mesmo contemplará a construção de canais em betão”, explicou.

Refira-se que o desaguadouro recentemente inaugurado conta actualmente com um total de cinco saídas, contra três que existiam antes.

O Chefe do Estado recordou quando das cerimónias de abertura do desaguadouro que o projecto arrancou em 2015 e que neste momento cerca de 250 mil pessoas beneficiaram do empreendimento, através da redução de doenças de origem hídrica associadas, como a malária, cólera e algumas patologias da pele.

Trata-se de pessoas que vivem na zona central e áreas periféricas da cidade.

Na ocasião, Nyusi congratulou-se com o Banco Mundial, com o Ministério das Obras Públicas e Recursos Hídricos e outros parceiros, por terem jogado um papel importante neste projecto, que ainda contempla a construção do maior parque verde no país e na África Austral, que abrange 47 hectares, compreendendo áreas de serviços, lazer, jardins botânicos, anfiteatros e outras infra-estruturas.

No caso particular do sistema de drenagem, Nyusi afirmou que as águas das chuvas deverão ser escoadas para o mar, melhorando deste modo a vida da população.

Apelou, no entanto, à população para conservar as infra-estruturas, evitando depositar resíduos sólidos e outras actividades tais como a montagem de bancas ao longo das valas, o que propicia a obstrução dos canais.

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