Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O Conselho Municipal da Beira (CMB) respondeu às inquietações dos trabalhadores da extinta empresa Transportes Públicos da Beira (TPB), através de uma carta, na qual reconhece que a decisão de pagar as indemnizações em Abril do próximo ano não foi acertada. Leia mais

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NA zona costeira da Praia Nova, na Beira, dispor de uma latrina é um luxo. Na lógica segundo a qual “quem não tem cão, caça com gato”, dezenas de moradores, pura e simplesmente, recorrem às margens do mar para fazer as suas necessidades, tanto durante o dia como à noite, num fenómeno ainda negligenciado que assume contornos arrepiantes!  Leia mais

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A PRAIA Nova é uma zona costeira da cidade da Beira, capital provincial de Sofala, onde se vive um misto de alegria e tristeza. Trata-se de uma área que sempre foi utilizada como entreposto comercial dos pescadores artesanais e, mais tarde, também aproveitada como ponto de partida e terminal dos transportes marítimos de passageiros e carga, numa odisseia que liga a capital provincial às regiões insulares dos distritos de Búzi e Machanga. Leia mais

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A FUGA de oito reclusos, alguns dos quais perigosos, da penitenciária da cidade da Beira, na madrugada do domingo último, deveu-se à negligência de alguns funcionários da cadeia, segundo considerou odirector daquele estabelecimento prisional, Yazalde de Sousa.

Entre os foragidos figuram alguns cadastrados envolvidos em crimes como assassinatos, assaltos abancos,com recurso a armas de fogo, furtos e outros delitos.

Na altura da evasão houve também um baleamento de um dos reclusos,protagonizado por um dos guardas prisionais. A vítima está fora de perigo e encontra-sea receber tratamento médico no interior da instituição.   

Yazalde de Sousa acrescentou que daquele grupo de indivíduos foragidos, dois eram condenados e os restantes seis detidosem regime preventivo.

 A fonte apontou ainda que dos sentenciados ora a monte,consta o nacional M. Bambo que no ano passado assaltou o banco Millennium Bim,com arma de fogo,o que culminou no roubo de 28 milhões de meticais. Julgado e condenado o foragido cumpria uma pena de 16 anos de prisão maior.

Soubemos também junto daquele responsável prisional queumoutro fugitivo cumpria uma pena de doze anos de prisão por roubo qualificado.

Dos indivíduos que fugiram da Cadeia Central da Beira destaque vai para I. Nicolau. Este aguardava pela sentença do tribunal e durante ainstrução preparatória confessou ter assassinado no dia 29 de Dezembro de 2017 uma cidadã portuguesa que em vida respondia pelo nome de Inês Bota.

Em relação aos outros cinco indivíduos que aguardavam pelo julgamento, Yazalde de Sousa escusou-se a fornecer detalhes, alegadamente pelo facto de o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) estar a trabalhar no assunto.

A fonte disseque a evasão daqueles reclusos concretizou-se depois da destruição de uma grade da janela lateral com recurso a folha de serra, "mas tudo indica que houve negligência do pessoal de serviço, porque nenhum agente foi agredido como aconteceu nos casos anteriores."

Avançou que decorrem investigações nos três turnos de serviço, muito embora não haja até então qualquer detenção.

Para dar lugar às investigações em curso,acabam de ser suspensas as visitas  atodos os reclusos ali encarcerados ao longo da semana.

Para este primeiro caso deevasão de reclusos que se regista este ano na Cadeia Central da Beira, conforme apurámos, já existem pistaspara a localização dos foragidos, mas tudo está sob alçada exclusiva dos órgãos de administração da justiça naquela regiãodo país.

Localizado na área de jurisdição da 1ª Esquadra de Políciae no centro de cidade, a Cadeia Central da Beira conta, nos últimos dias, com forteumdispositivo de segurança permanentetanto de dia quantoà noite, estranhando-se como teria sido possível a evasão.Por isso, conclui-se que, efectivamente, há fortesindíciosdeconivência de certos funcionários ali em serviço,cuja detenção é iminente.

Degradação propicia insegurança

Entretanto, adegradação e superlotação da Cadeia Central da Beira não oferecem condições de segurança da população reclusória, segundo indicações dadas ontem neste sentido pela Procuradora-chefe na província de Sofala, Carolina Azarias.

Falando em conferência de Imprensa sobre a evasão dos oito reclusos, a magistrada do Ministério Público defendeu que, neste momento, não se pode falar das fugasalegadamenteporque a instituição ainda nem conheceas pessoas que se evadiram.

Contudo, confirmou estar a decorrer um levantamento nesse sentido, realçando que quando os detidos passam muito tempo sem julgamento,isso acaba pondo em causa a segurança.

Descreveu assim que o edifício da Cadeia Central da Beira não oferece grandes condições de segurança por ser antigo e ter sido erguido para um número de pessoas inferior ao que actualmente alberga.

Mesmo assim, garantiu que a fuga daqueles detidos não afecta o julgamento do tribunal, podendo mesmo ser condenados à revelia caso não sejam recapturados.

Embora reconheça a situação como preocupante, a procuradora-chefe em Sofala consubstanciou que no caso do foragido I. Nicolau está relativamente facilitado pelo facto de durante a instrução preparatória ter confessado o assassinato da cidadã portuguesa Inês Bota, no dia 29 de Dezembro de 2017, podendo ser condenado à revelia.

Repetição da negligência

Recorde-se que a CCB registou no dia 7 de Agosto de 2017 a evasão de 17 prisioneiros por negligência do pessoal em serviço e, coincidentemente, no mesmo dia da semana, num domingo.

Na altura dos factos, 10 dos evadidos eram condenados e sete encontravam-se em prisão preventiva.

Tudo aconteceu depois do funcionário responsável pela segurança da penitenciária ter dispensado do serviço alguns guardas antes da hora regulamentar de trabalho e aberto as celas por onde se deu a fuga.

Depois de abrir as celas, o referido responsável ter-se-á deslocado ao portão principal da cadeia, de onde fugiram os reclusos.

Um dos guardas da penitenciária foi encontrado no interior de uma viatura Toyota usada, juntamente com um Ford Ranger, para o transporte dos foragidos.

Entre reclusos, um foi identificado pelo nome de António Carlos Chambota, de 24 anos de idade, condenado a oito anos de cadeia por homicídio voluntário que viria a ser recapturado dias depois.

Os outros reclusos foragidos eram J. Simão, de 45 anos de idade, condenado a 18 anos e seis meses de prisão maior, M. Mohomede (22), sentenciado a 12 anos de prisão maior, B. André (34) castigado com a pena de 16 anos de prisão maior.

Constavam igualmente, A. Tembe (20), condenado a seis anos de prisão e quatro meses de multa, M. Mapisse (24), que cumpria uma pena de cinco anos de prisão maior e quatro meses de multa, A. Dondindo (30), condenado a pena de dez anos de prisão maior.

A lista também integrava J. Novaz Jó (32), sentenciado a pena de oito anos de prisão maior e A. Mbijo (23) detido por assalto à mão armada.

Na altura, Fernando Meliço, antigo director da CCB, afirmou nosso jornal que houve igualmente negligência dos guardas prisionais.

“Aconteceu uma evasão no domingo, a partir de uma janela, sem que houvesse arrombamento. Quando investigamos, notamos que, após a reabilitação da cadeia, uma das janelas da cela onde se encontravam indivíduos condenados por prática de grandes crimes, apresentava um vão”.

Acrescentou que naquele estava a chover e os guardas abandonaram os seus postos. Foi naquele preciso momento que a situação aconteceu.

"Se não tivessem abandonado os seus postos, teriam conseguido controlar a situação”- precisou.

Na sequência deste episódio, um guarda prisional e um outro cidadão viriam a ser condenados pelo Tribunal Judicial Provincial de Sofala, na Beira, no dia 12 de Agosto de 2017, a penas que variam entre quatro e oito anos de prisão.

Outros quatro guardas prisionais envolvidos neste processo foram absolvidos por insuficiência de provas.

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As enfermeiras de Saúde Materno-Infantil (SMI) no Hospital Central da Beira (HCB) serão treinadas nos próximos tempos de forma a sensibilizar as mulheres a aderirem ao auto-exame da mama para evitar que cheguem tardiamente às unidades sanitárias quando afectadas pela doença. Leia mais

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