Perto de seiscentas mil pessoas já foram vacinadas contra a cólera na cidade da Beira e nos distritos de Dondo, Nhamatanda e Búzi, na província de Sofala, indica um comunicado do Ministério da Saúde recebido na nossa Redacção.

A campanha de vacinação, na sequência do “Idai”, termina na próxima terça-feira, esperando-se que sejam abrangidas oitocentas e oitenta e quatro mil pessoas, aponta o documento.

Seis pessoas já morreram de cólera em Sofala, dos mais de três mil casos diagnosticados desde 27 de Março, lê-se no comunicado.

(Notícias/ RM)

 

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CERCA de 300 famílias que se refugiaram na cidade da Beira,na sequência do ciclone Idai, começam a regressar ao longo do dia de hoje ao distrito do Búzi, de onde são originárias. Segundo o porta-voz da Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) em Sofala, Paulo Tomás, trata-se de pessoas resgatadas nas operações desencadeadas envolvendo meios aéreos e marítimos.  Leia mais

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A reconstrução pós-ciclone Idai, na província de Sofala, vai custar mais  de sete biliões de meticais, indicam dados preliminares apresentados hoje pelo Governador provincial, Alberto Mondlane.

O dirigente explicou que só para a reconstrução de instituições públicas são necessários mais de dois biliões de meticais.

Entretanto, a cidade da Beira está a preparar-se para acolher uma conferência internacional de investidores com vista a mobilizar fundos para mitigar o impacto dos efeitos causados pelo ciclone Idai.

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Subiu para seiscentos e dois o número de mortos vítimas do ciclone Idai e inundações, que assolaram as províncias de Sofala, Zambézia, Manica e norte de Inhambane, no mês passado.

Os dados foram divulgados, este sábado em Maputo, pelo director-geral adjunto do Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC), Casimiro Abreu, durante a cerimónia de entrega de um donativo da Associação Amigas Solidárias, presidida por Cláudia Nyusi, filha do Presidente da República.

“Também temos o registo de pessoas vulneráveis nos centros de acomodação, porque tínhamos 161 centros mas, porque as condições estão a ficar cada vez melhores, estamos a nos desfazer de alguns para atribuir as populações os talhões para o reassentamento definitivo. Já estamos em número de 126 centros de acomodação onde temos lá vinte e sete mil, setecentos e setenta e quatro pessoas vulneráveis, entre velhos, idosos, mulheres grávidas, crianças e portadores de deficiência, que precisam de muita atenção”, disse.

Intransitabilidade condiciona vacinação em Nhamatanda

Duas localidades do distrito de Nhamatanda, na província de Sofala, ainda não foram abrangidas pela campanha de vacinação contra a cólera, em curso desde a última quarta-feira.

O problema deve-se à intransitabilidade das vias de acesso, que ligam a sede do distrito e as localidades de Nhampoca e Bebedo.

O sector da Saúde está a mobilizar meios aéreos para transportar as brigadas de vacinação para o local antes do término da campanha.

O médico chefe distrital de Nhamatanda, Manuel Nseco, assegurou que as equipas de  vacinação destacadas naquelas localidades serão reforçadas de modo a permitir que campanha abranja mais pessoas em curto espaço de tempo.

A campanha de vacinação decorre em cinco localidades mais assoladas pelas calamidades naturais.

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O INSTITUTO Nacional de Gestão de Calamidades (INGC)distanciou-se ontem, na cidade da Beira, de alegados casos de desvio de bens destinados às vítimas do ciclone Idai e cheias que fustigaram a região Centro do país, com maior incidência a capital provincial.

Esta posição foi assumida pela directora-geral do INGC, Augusta Maíta, numacomunicação à imprensa, através da qual deu a conhecer que até à data a ajuda de solidariedade nacional e estrangeira atingiu os 36 milhões de dólares e 12 mil toneladas de diversos bens.

Isto acontece depois da situação de emergência ter provocado a morte de 598 pessoas, tendo sido resgatadas mais de 1.500 vítimas então sitiadas e 1.4 milhão em situação de afectados.

Maíta descreveu que a operação de emergência, agora virada para a assistência humanitáriaacontece numa altura em que o sector que dirige é confrontado nas redes sociais e em alguns órgãos de comunicação social, nacionais e estrangeiros, com informações dando conta de desvio de donativos destinados aos necessitados.

"O INGC distancia-se completamente da prática de desvio da ajudas. A nossa missão assenta na assistência às vítimas. A preocupação que corre é legítima, em termos de transparência. Todos os bens são para assistência, cujo processo é complexo e envolve muita gente como parceiros nacionais e estrangeiros", reconheceu.

Referiu que ainda não há alguém que tenha sido indiciado de desvio de bens, sustentando que as diligências feitas pela Polícia indicam se tratar do envolvimento de voluntários e não funcionários do INGC.

Classificou tais boatos como onda de desinformação e apelou a todos no sentido de denunciar pontualmente, qualquer caso relacionado com o desvio de donativos para uma reacção imediata.

Augusta Maítadisse haver mecanismos de segurança na distribuição de todos os donativos destinadosàs vítimas do desastre natural, realçando que o INGC tem o sistema de controlo interno,tendo feito a primeira publicação de todos os bens recebidos no Jornal Notícias.

Questionada sobre casos de desvio de donativos investigados pela Procuradoria-Geral da República, agradeceu e congratulou-se com esta medida. Acrescentou que a sua instituição está disponível para prestar eventuais esclarecimentos para o efeito,se for solicitada pelos órgãos de administração da justiça.

Na ocasião, a directora do Programa Mundial de Alimentação para África Austral, Lola Castro, disse que a sua organização trabalha no nosso país há muitos anos em coordenação com Nações Unidas, e a julgar pelas experiências acumuladas é normal, neste ambiente de emergência, que haja rumores do desvio de donativos, porque a população afectada está com muito choque e apreensiva em receber a ajuda..

Indicou que a assistência do PMA já atingiu, nas últimas 24 horas, mais de 550 mil pessoas afectadas por este desastre, sendo que em cada dia aumenta o seu raio de intervenção com a descoberta de outras comunidades afectadas.

Por isso, pediu calma, assegurando que tudo está a ser monitorado com as estruturas nacionais, provinciais, distritais e locais.

"Estamos a coordenar com o INGC a nossa capacidade de resposta. Por isso, trouxemos especialistas para trabalharem neste país por muito  tempo", referiu.

Por seu turno, o coordenador dos Assuntos Humanitários nas Nações Unidas, Sebastian Rhodes, referiu que a sua presença, na Beira, visa fundamentalmente apoiar o Governo de Moçambique, trabalhando-se em estrita colaboração com o INGC.

Fez saber ainda que as Nações Unidas estão há anos nesta operação de emergência e não toleram desvios da ajuda humanitária, "mas a única questão é das áreas em que não temos como chegar, sendo que não conseguimos controlar a distribuição dos produtos doados".

Detidos indiciados

Entretanto, quatro indivíduos acabam de ser detidos nas cidades da Beira e Dondo, indiciados de envolvimento no desvio de diversos produtos alimentares destinados às vítimas de emergência.

Segundo o porta-voz da Procuradoria provincial, Joaquim Tomo, dos suspeitos, três foram presos no periférico bairro da Manga, na cidade da Beira, cujo processo-crime do tipo sumario já se encontra em tramitação no tribunal para efeitos de julgamento e restante no Dondo.

Trata-se, conforme avançou, do furto de 19 sacos de arroz de 25 quilogramas cada, igual número de sacos de farinha de milho de 10 quilogramas, 11 sacos de soja de dez quilogramas e um de feijão de 100 quilogramas.

"É um crime público e agradecemos a colaboração de todos, porque temos vindo a receber várias denúncias até anónimas. Estamos a ser apoiados por muita gente, sendo que o Ministério Publico está preocupado com os desvios de donativos que começamos a ouvir nas redes sociais. Trata-se de um boato que agora se confirmou com estas detenções dos indiciados nesta matéria, na  Beira e Dondo".

Para já, Tomo revelou haver muitas participações relacionados com casos de desvio de produtos de emergência, na Beira, decorrendo a averiguação caso a caso. Acredita-se que vai haver muitas pessoas arroladas pelo Ministério Publico.

"Não interessa quem quer que seja e pedimos a população para que não tenha medo e denuncie qualquer tipo de desvio de donativos", reafirmou, anunciando, para isso, a disponibilidade de uma linha verde grátis para todas as telefonias com o número 1407.

Horácio Joao

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