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Categoria: Maputo
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OS transportadores semi-colectivos de passageiros que operam em diversas rotas que ligam ao Xipamanine, cidade de Maputo, paralisaram na manhã de ontem a sua actividade com o fundamento de que a Polícia Municipal está a multar os condutores que não têm carta com a categoria de serviços públicos.

Devido à falta da carta com esta categoria, a Polícia Municipal aplica multas que variam de cinco a dez mil meticais, para além de confiscar os documentos do automobilista e da viatura. A situação inquieta os “chapeiros”que decidiram partir para a paralisação.  

Estes entendem que as autoridades municipais deveriam ter avisado com antecedência para que tivessem tempo de regularizar a situação, uma vez que há muitos anos que operam nesta situação.

Acrescentaram que a maioria das viaturas que opera nesta rota não têm ficha de inspecção, licenças em dia e seguros, mas a Polícia permitia que eles desenvolvessem a actividade.

“A condição para reavermos os documentos é o pagamento imediato das multas e nós não temos esse dinheiro. Estamos cansados, daí que vamos paralizar as actividades até se resolver o problema”, esclarecersam.

No entanto, na manhã de ontem, o Conselho Municipal de Maputo convocou uma conferência de imprensa para esclarecer que estão em curso reformas, com vista à reorganização da actividade de transporte público de passageiros.

João Nhaca, vereador do pelouro de Transportes e Trânsito, clarificou que uma das acções tem a ver com o aumento da frota dos autocarros, integração dos diferentes tipos de transporte e melhoramento do sistema de gestão do tráfego.

“”Estamos a fiscalizar todo o tipo de viaturas com vista a melhorar o sistema de transporte em diferentes rotas da cidade”, disse.

Neste momento, segundo Nhaca, está em curso um trabalho com a Agência Metropolitana de Maputo, no sentido de introduzir o sistema de bilheteira electrónica e passe único. Para além disso, tal como referiu, decorrem trabalhos de manutenção de rotina de estradas para melhorar a transitabilidade.