O presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Eneas Comiche, manifestou ontem  o seu total repúdio aos actos de indisciplina e desordem protagonizados por alguns operadores do comércio informal nesta urbe, não obstante reconhecer este sector como um parceiro estratégico no combate à pobreza, à mendicidade, à criminalidade, entre outros males.

Comiche manifestou a sua insatisfação durante o Fórum de Auscultação sobre a Venda Informal que decorreu em Maputo, sob o lema “Por um Espaço Público mais Ordenado e para Todos”.

“Constitui uma verdade que não é necessário demonstrar que a venda informal é uma alternativa para muitos dos nossos munícipes e nossos compatriotas para obter um sustento digno para as suas famílias. Não menos importante é o facto de reconhecermos que o vendedor informal é um parceiro estratégico do Governo e do Município no combate à pobreza, à mendicidade, à criminalidade, entre outros males que poderiam advir do ócio”, disse o autarca.

Contudo, advertiu que este facto não pode, de modo algum, ser confundido com “um cheque em branco” para a indisciplina, a desordem e a prática da actividade em locais que perigam a segurança e a vida, tanto dos comerciantes, como dos seus clientes e deles próprios.

Para exemplificar quão perigosa é a prática desta actividade em locais inadequados, Comiche recordou os acidentes que ocorreram, recentemente, junto à Terminal Rodoviária do Zimpeto, onde foram registadas vítimas mortais, entre vendedores e compradores.

“Registo com certa inquietude que, para além de vítimas mortais, o comércio informal praticado em lugares impróprios gera uma série de males para a sociedade, em geral, e para a nossa cidade, em particular, pois verificamos que ele é praticado, grosso modo, em condições lastimosas”, lamentou  Comiche.

A título elucidativo, descreveu o ambiente que se verifica na baixa da cidade, onde, segundo ele, produtos diversos, incluindo alimentares, são comercializados no meio da imundície, sem nenhum tipo de regras, envolvendo adultos e crianças, provocando sérios riscos à saúde pública.

“Registamos que não precisamos de mencionar que esta desordem e anarquia localizada que se pretende generalizar na cidade contribui para a criação de um ambiente fértil para a criminalidade, promiscuidade, prostituição e outros males nefastos para a sociedade”, afirmou Comiche.

Disse ainda que o comércio informal em locais impróprios está a gerar oportunismo por parte de alguns elementos que confundem a boa vontade dos munícipes e a atitude das autoridades municipais visando criar um clima de paz, ordem e segurança para fazerem cobranças ilícitas.

“São situações já identificadas e que estamos a trabalhar no sentido de as pôr cobro”, garantiu.
Manifestou a sua tristeza, mas encorajado pela relutância à ordem e tranquilidade no Município, quando a autoridade que pretende contribuir para a mudança do “status quo” é vilipendiada e posta em causa pelo simples facto de querer transformar a cidade-capital num local acolhedor e aprazível.

“Contudo, não iremos vacilar e, acima de tudo, conforta-nos o facto de os munícipes estarem de mãos dadas com o Município na melhoria das condições, do padrão e qualidade das suas vidas, um compromisso que assumi durante a campanha eleitoral visando tornar a cidade mais bela, limpa, segura, empreendedora e próspera”, realçou.

As estatísticas revelam que das mais de 86 mil pessoas operadoras informais que exercem a actividade nesta urbe, grande parte provém da região metropolitana de Maputo, que inclui Matola, Boane, Marracuene e Manhiça.

O objectivo do Fórum, segundo Comiche, é promover um diálogo aberto e franco sobre os aspectos negativos da venda informal, partilhar experiências de diversas entidades públicas e privadas, da academia, dos parceiros de desenvolvimento e dos munícipes, em geral, em torno do assunto, bem como partilhar a visão da edilidade sobre os caminhos possíveis para a organização da actividade informal.

Desse modo,  Comiche disse acreditar que depois do Fórum, cada um dos munícipes se torne num agente de educação cívica em torno da actividade informal.

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