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Categoria: Nampula
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UM indivíduo escapou à morte, na noite de segunda-feira, depois de ter sido baleado por um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) e, de seguida, atacado por uma multidão enfurecida que lhe caiu em cima com instrumentos contundentes.

A ocorrência deu-se no bairro de Natikiri, arredores da cidade de Nampula, quando o indivíduo em causa, aparentando 30 anos de idade, tentou arrombar a residência de um agente da PRM. O polícia terá percebido movimentos estranhos no seu quintal, ao que ficou atento, fitando o intruso até descobrir tratar-se de um larápio que já forçava a porta de entrada da casa. Terá sido nesse instante que desbaratou a acção do meliante que, de imediato, largou as “ferramentas de trabalho” e encetou uma fuga, precipitando-se para o muro. Foi nesse momento que o agente atirou e o atingiu num dos membros inferiores.

O tiro despertou os vizinhos do agente da PRM, que encontraram o larápio a tentar esconder-se, mas debalde.

A nossa reportagem soube que o jovem só não sucumbiu nas mãos da população enraivecida graças à intervenção do polícia, que apelou à calma, ao mesmo tempo que mobilizava ao local outras unidades policiais.

Refira-se que casos de arrombamentos seguidos de roubo em residências se tornaram frequentes em Nampula, sobretudo à calada da noite, em que os malfeitores protagonizam as suas acções munidos de instrumentos contundentes.

“Estamos cansados destes roubos. Não dormimos sossegados por temer que os malfeitores possam arrombar as portas e retirar os nossos bens ou mesmo fazer-nos mal”, lamentou Fernando Fonseca, residente de Natikiri.

Maria Ernesto, outra munícipe, contou como o episódio teria acontecido e lamentou que num passado recente os malfeitores vandalizaram a sua residência e retiraram alguns bens.

“Acredito que este é o mesmo ladrão que, recentemente, vandalizou a minha residência”, disse, categórica, Maria Ernesto.

Na sua reacção, o porta-voz do Comando Provincial da PRM, Zacarias Nacute, apelou à população para não primar por justiça pelas próprias mãos.