Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

CABEÇAS-de-lista dos partidos concorrentes à eleição autárquica na cidade de Nampula participaram ontem num debate público promovido pelo Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC), sobre o processo político em curso. Leia mais

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O CONSELHO municipal da cidade de Nampula ordenou a demolição, esta semana, a obra de construção de um estabelecimento comercial, sem licença, no espaço do Jardim “Parque dos Continuadores”. Leia mais

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CONTACTOS interpessoais nos bairros dominaram ontem a campanha de caça ao voto no município de Nampula, com os concorrentes a fazerem promessas diversas aos potenciais eleitores. Mais água e electricidade, renovação dos mercados e de algumas artérias da urbe figuram, entre outras, nas listas dos partidos políticos, coligações, grupos de cidadãos e respectivos cabeças-de-lista inscritos nesta autarquia. Leia mais

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O MUNICÍPIO de Nampula, cujo território se localiza no centro da província com o mesmo nome, é autarquia com maior número de concorrentes.

A cidade de Nampula tem nada mais nada menos que sete cabeças-de-lista, onde se incluem os dois que disputaram a segunda volta da intercalar, nomeadamente Paulo Vahanle, da Renamo, e António Cololo, da Frelimo.

Mas isso se justifica por causa da localização estratégica, arquitectura e a hospitalidade da população, que constituem os factores que influenciam a atracção de investimentos externos e internos.

Na verdade, os sectores público e privado é que estão a registar um crescimento considerável, mercê dos investimentos que acontecem nas actividades económicas na autarquia, destacando-se a instalação de estabelecimentos turísticos, centros comerciais, unidades industriais, prestação de serviços, educação, saúde, entre outras áreas de actividade, o que lhe vale a disputa do título de capital económica com a cidade portuária de Nacala.

Entretanto, há uma combinação de esforços com vista a promover o desenvolvimento. Ou seja, enquanto decorrem os investimentos privados, há, por exemplo, melhorias no fornecimento da energia eléctrica de qualidade para fazer face aos trabalhos.

A cidade de Nampula conta com um total de 25 unidades sanitárias, entre centros e postos de saúde, um hospital central e um geral. Essas infraestruturas sociais servem a uma média de 761.201 habitantes, distribuídos em seis postos administrativos, 18 bairros e 1296 unidades comunais.

Quanto à melhoria das condições de vida dos munícipes, o abastecimento de água, sendo que a cobertura é de 31 por cento, com um universo de 20.524 consumidores formais da distribuidora, número que poderá aumentar, porque está em curso a colocação de 16 quilómetros de tubagem para a expansão da rede de distribuição.

Do ponto de vista de comunicação, a cidade de Nampula constitui um centro importante, com destaque para o Aeroporto Internacional de Nampula e a linha férrea que impulsiona o intercâmbio comercial e social ao nível de toda região norte do país e dohinterland.

A partir de 1995, Nampula iniciou o projecto rumo à cidade universitária, sendo actualmente o maior centro académico da região norte do país, contando com 58 estabelecimentos de ensino primário, secundário e de nível superior (mais de 10 universidades com quase duas dezenas de faculdades), para além da formação técnico-profissional entre públicas e privadas.

No que tange ao fornecimento da energia eléctrica, mais de 40 mil famílias estão a usar a corrente da rede nacional, o que representa 43.3 por cento do nível de cobertura.

A cidade de Nampula tem uma superfície de 404 quilómetros quadrados, limitando-se a norte com o rio Monapo, a sul através do posto administrativo de Namaíta, distrito de Rapale, a este com o posto administrativo de Anchilo e a oeste com o posto administrativo de Namaíta.

Antes de Paulo Vahanle, agora no poder, passaram pelo município de Nampula figuras como Dionísio Cherewa e Castro Namuaca (eleitos pela Frelimo) e Mahamudo Amurane (eleito pelo MDM).

As comunidades sentem orgulho pelo facto de ter milho, castanha de caju, mandioca e mapira como os principais produtos de bandeira.

 

ANGOCHE

Uma população com expectativas

OS residentes da cidade de Angoche alimentam expectativas de dias melhores,  com as eleições que se avizinham e auguram uma governação municipal mais eficaz capaz de traduzir as promessas em acções que se reflictam na sua vida quotidiana, acreditando que isso será possível sobretudo com a asfaltagem da estrada que liga à capital da província.

Angoche é uma região do litoral, cujas riquezas são provenientes das actividades pesqueira, agrícola e pecuária, onde a castanha de caju, o arroz, o peixe e o camarão figuram como os principais produtos que servem de bandeira para os visitantes.

No que diz respeito à situação geográfica, o município de Angoche é a sede do distrito com o mesmo nome e localiza-se há cerca de 182 quilómetros a sudeste da capital provincial. Ocupa uma extensão territorial de 188 quilómetros quadrados, delimitado a norte com a localidade de Naiculo, através dos rios Xitalane e Locanhama, a sul com o arquipélago de Angoche, através do canal de Angoche, a oeste com o canal de Angoche e a este com o Oceano Índico.

A densidade populacional da cidade de Angoche é calculada em 103.769 habitantes, de acordo com os resultados do Censo 20017, sendo que 50.067 são cidadãos do sexo masculino e 53.702 do sexo feminino, distribuídos em cinco localidades municipais e 40 unidades residenciais, ou seja, bairros.

Os munícipes de Angoche têm uma particularidade única: uma vida caracterizada por expectativas quanto à provisão de serviços básicos, visando a melhoria das respectivas condições de vida.

E a edilidade está a tentar responder às necessidades da população, através da concepção de planos de governação que se circunscrevem na construção de infraestruturas sociais básicas, abertura e melhoramento das vias de acesso, fornecimento de água, expansão das redes escolar e sanitária, electrificação dos bairros, a industrialização da região, entre outras realidades com impacto positivo na vida individual e colectiva dos cidadãos.

Neste momento, existem 19 estabelecimentos escolares de nível primário e quatro escolas secundárias. Quanto às unidades sanitárias, o município conta com cinco centros de saúde, três postos de saúde e um hospital distrital.

Na componente da rede viária, há um esforço de se pavimentar e reabilitar as diversas ruas da cidade. Porém, o maior desafio consiste na promoção de actividades de pintura e requalificação dos prédios e casas construídas no período colonial para oferecer uma nova imagem a autarquia.

Ao nível dos bairros de Angoche nota-se maior empenho dos populares na construção de habitações singulares com base em material convencional, mercê dos projectos de geração de rendimentos levados a cabo. Aliás, há quem acredita que seja resultado de um trabalho de consciencialização das comunidades para a necessidade de se promover investimentos familiares.

Desde a municipalização, a autarquia de Angoche foi já governada por três presidentes, nomeadamente José Constantino, que cumpriu um mandato (1999-2003), Alberto Omar Assane, também um mandato, (2004-2008) e Américo Assane Adamugi, com dois mandatos (2009-2013 e 20014-2018).

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NAMPULA é a província mais populosa do país e, consequentemente, com o maior número de autarquias. São sete municípios no total, sendo quatro de categoria de cidade e três vilas que movimentam vários partidos políticos e grupos de cidadãos que pretendem concorrer no dia 10 de Outubro para alcançar o poder local. Apresentamos hoje alguns dados referentes às cidades de Nacala e Ilha de Moçambique.

AEROPORTO: O ORGULHO DE NACALA

A cidade de Nacala é uma das sete autarquias da província de Nampula que no dia 10 de Outubro vai à sua quinta eleição municipal, desde que foi institucionalizada a municipalização no país.

Anteriormente, quatro presidentes estiveram na gestão daquela cidade portuária, nomeadamente Geraldo Caetano (Frelimo: 1998-2003), Manuel dos Santos (Renamo: 2003-2008), Chale Ossufo (Frelimo: 2008-2013) e, actualmente, desde o ano de 2013, o jovem empresário Rui Chong Saw, cujo mandato termina este ano.

No dia 16 de Setembro a cidade celebrou 47 anos desde que foi elevada a esta categoria. Está localizada na baía do Bengo, que detém uma profundidade elevada, a maior da zona Oriental e Austral de África subsahariana, com capacidade para receber navios de grande calado e que possuí um terminal portuário com uma linha férrea que liga a costa moçambicana, passando por algumas regiões do interior do país até ao vizinho Malawi.

Tem uma população estimada em cerca de 500 mil habitantes, maioritariamente falantes da língua emakua, onde a sua distribuição é muito irregular, dadas as oportunidades de emprego e infra-estruturas económicas e sociais que, apesar de nos últimos tempos registarem um crescimento assinalável, com a implantação da Zona Económica Especial, não são equilibrados nos 41 bairros que comportam o território com uma extensão de 360 quilómetros quadrados, num raio máximo de 30 quilómetros.

Nos tempos idos, a maior parte da sua população que reside nos dois postos administrativos, nomeadamente Muanona e Mutiva, tinha a pesca de pequena escala e artesanal como a principal actividade para sua renda, mas actualmente a produção agrícola e criação pecuária fazem parte do “hobby” dos nacalenses.

Na componente educacional, até à década 90, a cidade de Nacala-Porto contava apenas com uma única escola secundária de ensino geral, actualmente, para além da entrada em funcionamento de outras três, foram estabelecidas algumas instituições de ensino superior, para além de mais de 40 escolas de ensino primário.

Tem uma unidade sanitária de referência que atende doentes provenientes dos distritos vizinhos de Monapo, Ilha de Moçambique, Memba e Nacala-a-Velha, por isso, torna-se comum assistir no hospital distrital local longas filas de pacientes aguardando atendimento que as autoridades trabalham arduamente para a sua humanização.

Com o seu crescimento foram introduzidos os serviços de transportes público feitos, maioritariamente, por operadores privados em carrinhas de 15 lugares e que fazem as rotas cidade baixa-alta-Matibane, a que se junta a actividade de moto-táxi, feita informalmente e que serve de alternativa para a garantia da sobrevivência de muitos jovens que não são absorvidos no mercado formal de emprego.

Enclausurado dentro da área do distrito de Nacala-Porto, a cidade situa-se a nordeste da província de Nampula e tem como limites, a Norte, o Oceano Índico e, a Sul, os distritos de Nacala-a-Velha e Mossuril. Para além da linha férrea, em termos de comunicações, a cidade portuária de Nacala, em 2016, ganhou uma imponente e moderna infra-estrutura, o Aeroporto Internacional local com capacidade para receber voos intercontinentais.

Actualmente, decorre a construção de um depósito de água elevado no bairro de Onthupaia, aproveitando os furos de Mpaco e Ntuzi, uma infra-estrutura que vai aliviar o abastecimento de água que tem constituído uma “pedra no sapato” para todos os presidentes que governam aquele município.

A bicentenária Ilha de Moçambique

A MAIS antiga cidade do país que acaba de comemorar o seu bicentenário, desde que foi elevada a esta categoria a 17 de Setembro de 1818, a Ilha de Moçambique dá o seu nome ao vasto território nacional - Moçambique - que, segundo a tradução oral, deriva do nome de um pescador Mussa Ben-Bique ou Mussa Bin-Bique ou, ainda, Mussa Al-Mbique, personagem sobre quem, aliás, se sabe muito pouco.

Após a sua declaração pela UNESCO, em 1991, como Património Mundial Cultural da Humanidade, o Governo decretou, em 2006, a esta parcela insular estatuto específico, como forma de estabelecer princípios e regras específicas de conservação do seu património cultural e natural entre os diferentes intervenientes face à acentuada degradação.

Devido à influência e contactos com os povos árabes, a partir do século IX, a maior parte da sua população e áreas circundantes, como Lumbo, Cabaceira Grande e Pequena, professam a religião islâmica.

Pelas reformas políticas levadas a cabo pelo Governo com vista a materialização do programa de descentralização e desconcentração do poder, esta cidade foi elevada à categoria de município e instalados os respectivos órgãos autárquicos com a realização de eleições em 1998.

Nessas eleições, Abdul Naimo foi o vencedor em representação da Frelimo, um pleito, entretanto, boicotado pela Renamo, que nas eleições seguintes, em 2003, elegeu o seu candidato Gulamo Mamudo que viria a dar lugar a Alfredo Matata, novamente pela Frelimo, que venceu em 2008, sendo que agora o município é presidido por Saíde Gimba, desde 2013.

Dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística, na sua versão de 2017, indicam que a Ilha de Moçambique tem uma população estimada em 65.712 habitantes, dos quais pouco mais de 31.400 homens e 34.239 mulheres, sendo que maior parte reside na zona continental do Lumbo, onde actualmente estão a ser edificadas diversas infra-estruturas habitacionais, económicas e sociais para descongestionar a área insular.

A Ilha de Moçambique tem 33 bairros, sendo que os históricos que se situam na zona insular são Esteu, Museu, Marangonha, Macaripe, Areal, Unidade e Quirabe, e os restantes ficam no continente.

O município tem uma superfície de 226km2, o que significa que a sua densidade populacional é de 291 habitantes por km2 e localiza-se a 180 quilómetros da capital provincial, a cidade de Nampula. É limitada a Norte, Oeste e Sul pelo distrito de Mossuril e a Este pelo Oceano Índico, onde se encontram incrustadas duas pequenas ilhas (Goa e Sena) inabitadas.

O seu clima é caracterizado do tipo sub-equatorial e a vegetação é variável, com solos maioritariamente constituídos de rochas de calcário, na parte insular, cobertas de coral e o seu nível freático é praticamente constante.

O município da Ilha de Moçambique conta com um universo de 19 estabelecimentos de ensino, sendo 15 de nível primário, duas secundárias, uma técnica profissional e uma Faculdade de Ciências Sociais Humana da Universidade Lúrio.

A prática da pesca constitui a actividade principal dos ilhéus, que aliam com produção de sal de forma semi-empresarial e produção agrícola de subsistência na zona continental complementam as actividades levadas a cabo pelos residentes da Ilha de Moçambique, onde o sector do turismo, ultimamente, tem sido bastante útil devido ao fluxo de turistas nacionais e estrangeiros, parte destes que se fazem transportar em cruzeiros.

LUÍS NORBERTO

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