TRÊS fiscais da Reserva Nacional do Gilé, na Zambézia, cujos nomes não nos foram revelados, estão suspensos indiciados de caça ilegal de elefantes.

O facto foi avançado pelo administrador da Reserva, José Dias, à margem da cerimónia de preparação do Dia Internacional de Florestas, que se assinala hoje. 

Os suspeitos vão responder disciplinarmente, mas a Administração Nacional da Reserva do Gilé quer que os eles sejam processados criminalmente.

Segundo José Dias, citado pela Rádio Moçambique (RM), tudo começou quando um suposto caçador ilegal foi neutralizado, em Fevereiro último, na posse ilegal de três armas de fogo, a caminho da Reserva Nacional do Gilé. No telemóvel do suspeito existiam conteúdos que mostravam uma ligação entre este e os três fiscais da Reserva.

“Interpelámos o homem e confiscámos as armas. Ele foi encarcerado na cadeia do Gilé, mas o processo foi transferido para a Procuradoria de Quelimane. Há duas semanas tivemos conhecimento de que ele pagou caução e foi solto”, disse, acrescentando que o facto desagradou à instituição que dirige.

Além dos três fiscais, José Dias acredita que outras pessoas influentes no distrito de Pebane estejam envolvidas na caça furtiva de elefantes, dado que os seus contactos estão no telemóvel do suposto caçador furtivo. Sem avançar nomes, disse esperar uma rápida intervenção da Justiça.

A fonte avançou que o suposto caçador furtivo, que está agora em liberdade condicional, tem proferido ameaças aos funcionários da Reserva Nacional do Gilé e ao administrador.

“Ele ameaça-nos. Isso é um perigo para o corpo de fiscalização e para mim mesmo. Temo pela minha integridade”, disse, afirmando que já informou o sucedido às autoridades competentes.

Não é a primeira vez que a Reserva apresenta casos do género. No ano passado, três elefantes foram mortos por caçadores ilegais, e a  acção representou um enorme prejuízo para o Estado moçambicano.

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