AS medidas combinadas de gestão que o Governo tem vindo a tomar na pesca do camarão, sobretudo no banco de Sofala, estão a produzir efeitos positivos que se traduzem no aumento do recurso na presente campanha.

Trata-se da veda, para proteger o recrutamento e a reprodução das espécies, acções de fiscalização para combater a pesca ilegal e a que se pratica com recurso a artes nocivas.

Segundo dados do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, em períodos anteriores a 2012, a captura total de camarão rondava nos 9.000 toneladas anuais, tendo decaído para níveis de 5.000, nos anos de 2012 e 2013. Porém, a partir de 2014, a produção anual deste recurso começou a registar tendência à recuperação, tendo-se cifrado em cerca de 8.000 toneladas de captura, no ano de 2016.

Esta evolução positiva resulta da implementação de um conjunto de medidas de gestão das pescarias pelo Governo, baseadas em estudos técnico-científicos, sistematicamente levados a cabo pelas autoridades moçambicanas, com a colaboração de Parceiros de Cooperação Internacional, entre eles, a WWF.

Apesar de, alguma imprensa internacional, sobretudo a espanhola, citando um estudo levado a cabo pela WWF Mediterrâneo, ter noticiado que a pescaria do camarão em Moçambique está à beira de colapso, por ser insustentável, o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas apresenta evidências de crescimento do volume da captura, tanto na pesca industrial e semi-industrial como na artesanal.

Em várias publicações internacionais, aquela organização ecológica aconselha o mercado europeu, tido como o principal destinatário das exportações moçambicanas do camarão, a moderar o consumo deste crustáceo, prejudicado, segundo refere, pela captura de juvenis por pescadores artesanais e pela pesca ilegal.

Fez ainda menção a danos que resultaram entre 36 e 67 milhões de dólares, para além, pretensamente, da queda de captura de nove mil para 1800 toneladas por ano, quando comparado com a década anterior a 2012.

Confrontado com estes factos, fonte do Governo disse que esta realidade contraria, factualmente, a informação posta a circular pela WWF Mediterrâneo, que nunca foi partilhada com as entidades moçambicanas competentes na matéria, segundo a qual a pescaria de camarão estaria em risco de colapso, por estar a ser praticada de forma insustentável.

Para o Ministério, e considerando que notícias desta natureza, distorcidas da realidade dos factos, podem, inadvertida e injustamente, resultar em danos à boa imagem do país, como pode ser este caso, é necessário que haja partilha de informação em moldes construtivos e educativos, que conduzam à criação de um ambiente de harmonia e trabalho para o alcance das metas do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 14, relativo à “conservação e utilização de forma sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável”.

 

 

 

 

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