O USO das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), caso particular dos telemóveis, pode ajudar a expandir o acesso aos programas de alfabetização e educação de adultos.

A observação foi feita pelo reitor da Universidade Pedagógica (UP), Jorge Ferrão, que falava recentemente em Lichinga, Niassa, durante uma apresentação sobre a formação do capital humano orientada para o auto-emprego e desafios de desenvolvimento no contexto da conferência provincial de investidores, realizada neste ponto do país.

Para sustentar o seu pensamento, Jorge Ferrão lembrou aos participantes do evento, na sua maioria académicos, políticos, estudantes e agentes económicos, que o uso das TIC para fazer transacções financeiras tem registado uma tendência de crescimento ao nível do país.     

“O Mpesa, IZI, Mkesh, e-mola, entre outras plataformas usadas para fazer transacções financeiras, juntam mais de 6,5 milhões de subscritores, sendo a maioria localizada nas zonas rurais com fraca cobertura ou inexistência de serviços financeiros oferecidos pela banca comercial”, disse o académico, anotando que essa realidade é sinal de que o uso das TIC no país está a crescer.    

Jorge Ferrão observou que o aproveitamento desta tendência para expandir o acesso aos programas de alfabetização e educação de adultos pode trazer resultados mais satisfatórios, comparativamente aos actuais moldes adoptados para minimizar os índices de analfabetismo, situados nos 46 porcento, numa população estimada em 28 milhões de habitantes.

“Adultos sem qualquer nível de escolaridade esforçam-se constantemente para dominar as funções do telefone celular para fazer transacções financeiras. Poderiam fazer o mesmo esforço para aprenderem a realizar operações de cálculo, leitura e escrita”, reiterou Jorge Ferrão.    

Os programas de alfabetização e educação de adultos preconizam o sistema presencial e através da rádio, denominado alfa-rádio, que são mais usuais nas zonas rurais onde o sinal é captado com alguma qualidade.     

Analisando o fenómeno do analfabetismo por província, Niassa situa-se na segunda posição, superado apenas por Cabo Delgado, sendo que, num universo de 100 pessoas, 61 não sabem ler, escrever e calcular.   

Entre as principais razões que concorrem para a elevada taxa de analfabetismo figuram o acesso limitado ao ensino, factores culturais e a falta de professores com vocação para leccionar. 

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