AS liberdades de direitos, de expressão e de informação são já uma realidade no país, não obstante algumas excepções que em nada afectam o exercício desses privilégios.

Um dos sectores que mais se beneficiam disso é a comunicação social, que nos últimos tempos viu o número de órgãos televisivos, radiofónicos e impressos crescer, alargando o leque de escolha dos cidadãos para o acesso à informação. Isso também fez com que aumentasse a disponibilidade de programas de entretenimento e outros que antes eram escassos para a maioria das pessoas, mas tudo isso sob o olhar do Conselho Superior de Comunicação Social, que de acordo com a Lei de Imprensa, artigo 49, tem, entre outras obrigações, de zelar pela defesa e promoção da cultura e personalidades nacionais e velar pelo respeito da ética social e comum. Infelizmente, nos últimos tempos, os programas de entretenimento de quase todas as televisões nacionais, em particular, não respeitam esses princípios e desperdiçam tempo de antena promovendo actos que atentam contra a moral da sociedade moçambicana, ainda não habituada às práticas lá difundidas. As televisões entraram numa concorrência pelo despudor e, dia após dia, cada uma luta para trazer programas ou convidados com cada vez mais imoralidades e, em quase todos os casos, em horários praticamente impróprios, tendo em conta que diversas faixas etárias, particularmente crianças, estão em frente aos ecrãs. Nesses programas, mulheres, mães, avós, irmãs e tias, que deviam ser exemplo na transmissão dos valores morais para os mais novos, são as que mais se expõem nas câmaras a fazer o contrário daquilo que é o seu papel de educadoras e promotoras de uma sociedade respeitosa. Jovens são publicamente apresentadas a vangloriar-se por não saber ser e estar numa casa, como se isso fosse aquilo que o telespectador devia ver quando liga o televisor. Os mais radicais vão-se esquivar na liberdade de escolha e na teoria de que ninguém é obrigado a ver este ou aquele programa, dada a diversidade, mas lembre-se que na vida tudo se baseia em regras. É nesse quesito que não se faz sentir a mão do Conselho Superior da Comunicação Social (CSCS), para velar pelo respeito da ética comum, afinal nenhuma televisão tem a liberdade de promover obscenidades e impropérios em nome da moda, da fama ou de ser artista. O CSCS, como entidade reguladora, deve fazer sentir a sua existência para conduzir os órgãos de comunicação social a não transformarem a sua liberdade em libertinagem, tal como tem acontecido nos últimos tempos. Sob pena de as futuras gerações crescerem a pensar que as anormalidades a que são sujeitas pelas televisões são o exemplo da sociedade moçambicana, que sempre se guiou por boas práticas e soube educar os seus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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