A CONSTRUÇÃO da ponte Maputo-KaTembe decorre a um ritmo impressionante. Dia e noite, os operários estão no terreno a trabalhar. Há metas por cumprir e é preciso acertar nos prazos de entrega da obra. A robustez da construção, cada dia mais visível, denuncia a complexidade da engenharia ali aplicada.

Afinal, “Maputo-KaTembe” é uma infra-estrutura que orgulha qualquer nação. Ainda mais quando se sabe que esta é uma das maiores pontes do continente africano. Definitivamente, os chineses são bons. São os comentários comuns que se ouvem quando as pessoas passam por ali. Seja a pé, pelo ar, seja de meio de transporte público ou privado. Há quem fique nos comentários somente com os seus próprios botões. Mas o ritmo do trabalho das diversas equipas envolvidas na construção da ponte parece não estar a ser devidamente acompanhado por algumas decisões que precisam ser tomadas numa outra área, para que conjuguem em todo o eixo.

Aqui referimo-nos particularmente à questão da saída dos vendedores do mercado Nwankakana. É que até hoje não cabe na cabeça de ninguém que um grupo de pessoas bem identificadas possa travar a construção de uma majestosa infra-estrutura como a ponte em causa, um bem colectivo nacional que beneficiará todos os moçambicanos e não só.

Isso vem a propósito da recusa dos vendedores deste mercado em sair daquele lugar para dar espaço às obras de construção da ponte, mesmo depois de lhes ter sido indicada uma outra área para exercerem as suas actividades, sob pretexto de que têm direito a uma pretensa indemnização.

Não faz sentido absolutamente nenhum que um grupo de pessoas possa atrasar o curso normal de uma grande obra do Estado, sob alegação de que o lugar que ocupam lhes pertence. Mas também não compreendemos as dificuldades que o município de Maputo encontra para retirar os vendedores daquele lugar para o novo espaço, que é o mercado Malanga. Que outros interesses estarão por detrás desta apatia? E porque é que não assistimos aqui à tomada de medidas destemidas, tal como vimos num cenário idêntico na zona da Junta, por exemplo, quando os vendedores se recusaram a desocupar uma área na qual se pretende erguer infra-estruturas públicas?

Não haverá por aí um grupo de gente mal-intencionada a industriar os vendedores do Nwankakana para insistirem na ideia de uma hipotética indemnização, mesmo depois de a empresa gestora do empreendimento, a Maputo-Sul, ter vindo a público dizer que não tem mais dinheiro para dar a ninguém?

É estranha esta aparente apatia das autoridades municipais. E constrange-nos o facto de estarmos a ver a obra atrasada num eixo, julgando que alguns pilares já deviam estar a ser erguidos justamente na área onde os “donos” do mercado Nwankakana se recusam a sair.

Será que precisaremos de fazer rezas e rogar a Deus para que eles saiam e ocupem as bancas que lhes foram indicadas no interior do mercado Malanga, tal como os vendedores daquele mercado fizeram para não saírem dali? Serão necessárias “Ordens Superiores” para aquela gente abandonar o espaço, dada a aparente apatia dos gestores do município de Maputo? Ou é uma estratégia de sabotagem do trabalho que a Maputo-Sul e o Estado moçambicano estão a realizar?

Verdade seja dita, pelo menos a nós constrange-nos ver que a construção de uma infra-estrutura pública, pertencente a todos os moçambicanos, está a ser derrabada porque algumas pessoas devidamente identificadas fincam pé em não ceder uma área para dar continuidade aos trabalhos da ponte.

Por favor, resolvam este problema tão cedo quanto antes!

 

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14.09.2017   Banco de Moçambique

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