O USO das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), particularmente dos smartphones, massificou-se no país, de tal forma que é comum encontrar pessoas de diferentes faixas etárias a manejarem estes aparelhos, que oferecem uma variedade de funções e aplicações.

Para além de utilidades de interesse como são os casos de chamadas, serviços de mensagens e acesso à internet, os smartphones também vieram facilitar o acesso às redes sociais e outras plataformas de comunicação, entre as quais o Facebook, o Whatsapp, Instragram e tantas outras disponíveis para entretenimento e não só. Como todas as coisas boas têm um senão, o uso destes telefones celulares e as suas aplicações trouxeram a mania das selfies: uma espécie de auto-retrato feito em câmaras frontais e traseiras que estes aparelhos possuem. Este hábito parece ter afectado a todos os utentes de smartphones que em qualquer circunstância e local procuram fazer uma ou um selfie para partilhar com amigos nas redes sociais ou para conservar na galeria dos telefones. Pode até não parecer problema, mas torna-se preocupante quando funcionários públicos, participantes de um conselho coordenador, por exemplo, fazem selfies enquanto o ministro discursa apresentando recomendações que devem ser cumpridas para que o desempenho do sector em causa melhore os serviços prestados ao cidadão. Caso concreto e repugnante foi de uma funcionária e técnica do Ministério dos Combatentes que, desatenta, perdia tempo com selfies enquanto o Ministro Eusébio Lambo fazia a abertura do VIII Conselho Coordenador, que terminou ontem em Maputo. Os clicks foram tantos que até contaminaram o representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Técnico.Profissional, convidado ao encontro, que, não querendo ficar atrás, puxou do seu Samsung e tocou a disparar selfies. Afinal a moda não tem idade, não escolhe géneros e, infelizmente, facilmente contamina. Mais grave é que estas situações ocorrem em vários outros locais como numa repartição pública ou privada em que o cidadão não é atendido antes de a(o) balconista terminar de fazer a selfie e mostrar, nas redes sociais, que já está no local do trabalho. Também mostram não ter muita fé os crentes que em plena missa desconcentram os outros fazendo auto retratos (selfies) para partilhar no Facebook, Whatsapp ou Instagram com os títulos “acontecendo”, “na missa” ou “na hora de Deus”. Ainda há outros piores que em pleno cemitério, para a despedida dos seus entes queridos, sacam dos smartphones para uma ou um selfie espantando os demais ou então a uma minoria a quem ainda resta um pouco de moral para saber que nas chamadas casas santas (cemitérios) há necessidade de se manter a postura e o respeito por aqueles que por lá repousam, afinal todos nós iremos para lá um dia. Não sou contra o uso dos smartphones ou dos auto-retratos, selfies, mas penso que os apreciadores desta arte deveriam escolher os locais apropriados para as fotografias e respeitar o resto das pessoas que não se identificam com esta prática.

ALCIDES TAMELE

 

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