A INTERNACIONALIZAÇÃO da música moçambicana está à mercê de uma estrutura interna que está ainda por se construir e que, entretanto, já vem tarde, pois o comboio não estará à nossa espera.

Na semana passada, a capital do país acolheu o Mozambique Music Meeting Festival, que consistiu um “show cases” – uma espécie de exposições, com formato de concerto – nos quais 17 bandas e artistas moçambicanos exibiram as suas performances.

Para os assistir, para além do público normal, veio a Maputo uma delegação com cerca de 40 membros, entre eles produtores dos maiores festivais de música do mundo e representantes de editoras de grande gabarito, cuja meta era seleccionar alguns que possam ser levados para actuar noutras latitudes.

Devido ao facto de a nossa música ainda constituir uma novidade para o mundo, eles vieram ávidos e curiosos, o que se notou na sua afluência aos espectáculos. Conforme foram expressando, quando cediam entrevistas aos jornalistas, a energia e a união das bandas (invariavelmente são os mesmos instrumentistas que acompanham os vocalistas e interpretes) foram os elementos que mais chamaram atenção e os cativaram.

Outros ainda declararam que a verdade, na emissão dos sentimentos, é uma característica a valorizar, pois a música, mais do que a mensagem contida na composição, é, igualmente, o que permite às pessoas que a ouvem senti-la.

Entretanto, em muitos casos, por mais que tenham apresentado um bom trabalho, uma boa performance, a falta de registos em discos ou em qualquer outro formato foi a nota negativa que, quase por unanimidade, foi partilhada pelos delegados.

A situação não deixa de chamar atenção pela negativa, assumindo-se que há um exercício no sentido de se edificar uma indústria das artes e da cultura. Várias perguntas surgem nesse contexto, tais como: será que esses músicos não fazem concertos? Se fazem, para onde é drenado o dinheiro? Ou por outra, será que o valor pago é suficiente? Será que temos políticas ou iniciativas que, sob ponto de vista prático, impulsionam esse tipo de trabalhos? Será que…?         

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25.01.2018   Banco de Moçambique

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