O FERROVIÁRIO de Maputo fechou de forma digna a primeira fase, vencendo três dos quatro jogos correspondentes, tornando-se na segunda melhor equipa do Grupo A, atrás do Interclube de Angola, por sinal vice-campeão africano e seu carrasco no jogo inaugural.

As “locomotivas” derrotaram na noite de ontem o Etoile Filante do Togo, por 75-37, e partem com A Politécnica para os quartos-de-final, que se disputam amanhã, no Pavilhão do Maxaquene, sendo que hoje é o dia reservado para o descanso, concluída esta que foi a fase preliminar.

Apesar de derrotadas ontem pela GSP da Argélia, por 55-45, as “universitárias” preencheram a última vaga da série B, liderada pelo campeão em título do 1º de Agosto. Aliás, com a derrota da United States Internacional Univesity do Quénia pelo First Bank da Nigéria, por 77-33, abriu-se espaço para que A Politécnica conquistasse a vaga, mesmo antes de entrar em cena diante das argelinas. Isto porque as quenianas somaram por derrotas todos os seus jogos, enquanto as “universitárias” ganharam uma vez.

As argelinas, terceiras classificadas desta série, são curiosamente as adversárias do Ferroviário nos quartos-de-final. Enquanto isto, A Politécnica cruza-se com o Interclube e a sua história pode ter terminado por aqui. Isto porque o Interclube é, tal como o 1º de Agosto, um dos fortes candidatos ao título. O 1º de Agosto, que tal como o Interclube terminou a primeira fase invicta à frente do Grupo B, cruza-se com o Kenya Ports Authority, último classificado da série do Ferroviário. Já o segundo classificado First Bank bate-se com FAP dos Camarões, terceiro do Grupo A.

FECHO TRIUNFANTE DAS “LOCOMOTIVAS”

A vitória do Ferroviário diante do Etoile Filante do Togo encaixa perfeitamente as “locomotivas” da capital no grupo dos candidatos ao título. Isso será provado a partir da noite de amanhã, quando medir forças com a GSP da Argélia.

Depois de um arranque algo frouxo, que levou as “locomotivas” para o fim do primeiro período com a vantagem de apenas um ponto (16-15), o Ferroviário reapareceu no seu estilo característico no segundo e acertou, tanto nos lançamentos de dois pontos, bem como nos triplos, desta feita com a base Ornélia Pérola a revelar-se astuta na condução do jogo e na finalização. Por outro lado, Ingvild Mucauro destacou-se nas perfurações pelo extremo direito, acertando nos lançamentos de dois pontos. Aliás, com dois triplos partilhados, primeiro por Ornélia Pérola e a norte-americana Brea Morgan, o Ferroviário reanimou-se e, com excelentes subidas das postes Odélia Eusébia e Vilma Palmira, chegou com muito sucesso à zona da finalização. A equipa acertava também nos ressaltos, abrindo espaço para que as “locomotivas” fechassem a primeira metade com a vantagem de 17 pontos (34-27).

Num dia em que a esteio “locomotiva” Anabela Cossa revelou-se mais no papel de distribuição, alternando a posição de extremo com a de base, o Ferroviário tirou vantagens no aspecto ofensivo, enquanto as extremos Elizabeth Adelino e Rute Muianga também foram fortes nas penetrações pelos francos para a zona do garrafão.

Nesta fase, na qual as “locomotivas” já haviam assumido o domínio quase total, as coisas  tornaram-se mais fáceis e a contagem foi engordando, porque, para além da melhor defesa, a campeã nacional destacou-se no contra-ataque, com desarmes e subidas em velocidade para a zona da finalização. Ingvild Mucauro e Brea Morgan mantiveram o brilho e nisto as postes Odélia Eusébia e Vilma Palmira foram excelentes no auxílio ao ataque. Mas a mais ousada neste aspecto foi Odélia, que se fez com alguma frequência para a zona dos dois pontos dar o gosto ao cesto, contribuindo para que o Ferroviário chegasse ao fim da contenda com a vantagem de 38 pontos. Vitória bem conseguida das “locomotivas”, que, deste modo, partem para a fase final orgulhosas.   

FICHA TÉCNICA

FERROVIÁRIO – Odélia Eusébio, Vilma Palmira, Ornélia Pérola, Ingvild Mucauro e Anabela Cossa.

ETOILE FILANTE – Abra Elom, Akpene Kodjo, Samiya Pindra, Aku Afetstse e Christelle Fifané. 

“UNIVERSITÁRIAS” QUEDAM-SE E NÃO EVITAM 1º DE AGOSTO

Entre duas equipas quase do mesmo nível, A Politécnica acabou sendo infeliz por falta de concentração e fraca persistência já na etapa final duma partida em que o seu adversário, o GSP da Argélia, foi muito aguerrido no seu sistema defensivo, com a pressão homem-a-homem, não dando espaço para que as “universitárias” desenhassem as suas jogadas com perfeição.

Por isso, foram muitas vezes desarmadas nas tentativas de encestar. As argelinas souberam controlar as movimentações das “universitárias” e assim a A Politécnica tinha que fazer circular mais a bola enquanto procurava as melhores alternativas para penetrar no último reduto das forasteiras. Enfrentara, deste modo, muitas dificuldades para finalizar e foi justa a vantagem das argelinas (11-5) ao fim do primeiro período.

Depois veio a nota de equilíbrio, porque as “universitárias” já jogavam a um ritmo acelerado e pressionavam o último reduto argelino, com algumas penetrações pelos flancos. Melhoraram a sua pontuação, mas não debelaram por completo o ataque das argelinas, muito forte no jogo aéreo.

Aliás, foi pelo jogo aéreo, aproveitando o seu potencial de jogadoras com altura muito acima da média, que elas foram ganhando vantagem na disputa junto ao último reduto da A Politécnica e mantiveram-se em vantagem no segundo período, embora mínima. As universitárias chegaram a igualar o marcador ainda no decurso desta fase, mas acusaram dificuldades em conter o contra-ataque das argelinas, quando desarmadas. Aliás, a vantagem das argelinas na altura anulou muitas tentativas moçambicanas com vista à finalização, com bloqueios à zona. Foi por isso inevitável a vantagem das forasteiras ao fim da primeira parte (26-17). 

Mais combativa perante as “gazelas” argelinas, à entrada do terceiro período, com perfurações que obrigaram as forasteiras a cometerem faltas, as “universitárias” conseguiram o que tanto pretendiam. O equilíbrio instalou-se numa altura que as moçambicanas se defendiam muito bem e o “score” ficou por três vezes igualado (27-27, 29-29 e 31-31). E para o gáudio das “universitárias” pela primeira vez ficaram à frente do marcador, isto a caminho do fim do terceiro período (33-31), mas por alguma desconcentração não aproveitaram os lançamentos livres de que usufruíram e argelinas fizeram mais quatro pontos, encerrando a terceira fase com a vantagem de um ponto (35-34). E porque o nervosismo também havia tomado conta das moçambicanas, as facilidades recaíram para o lado das argelinas e ampliaram a vantagem nos últimos cinco minutos da contenda para 55-45. 

FICHA TÉCNICA

A POLITÉCNICA – Nilza Valente, Joaquina Rabia, Lina Katia, Isabel Carlos e Florentina Pasqualina.

GSP DA ARGÉLIA – Nesrine Taibi, Mireille Nyota, Rachida Belaidi, Ikbal Chenaf e Shahnez Boushaki. 

SALVADOR NHANTUMBO 

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