Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A VIGÉSIMA sexta jornada do Moçambola será dominada pelos duelos de equipas que lutam pela manutenção na prova, numa altura em que a “batalha” pelo título ganhou, quarta-feira, outros contornos com o assalto à liderança por parte da UD Songo.

Um dos mais interessantes embates é a recepção ao Ferroviário da Beira (14.º classificado) pela UP de Manica (12.º).

As duas equipas andam com a calculadora na mão, pois, a questão da permanência está longe de estar resolvida. É um jogo de difícil prognóstico, mas há uma certeza; a luta pelos três pontos será bastante renhida. O desafio realiza-se amanhã em Gondola.

Não menos importante é o desafio entre o Desportivo de Nacala (13.º) frente a ENH (8.º). Apesar de estar em oitavo lugar, a ENH ainda está longe de ter a manutenção garantida, até porque os 31 pontos que soma podem ser amplamente ultrapassados pelo Ferroviário da Beira e 1.º Maio, antepenúltimo e penúltimo classificados.

Para os nacalenses, a vitória é palavra de ordem, pois, outro resultado pode complicar bastante as contas.

Em Xinavane, o Incomáti defronta, domingo, o 1.º Maio de Quelimane. É jogo de “morte” para os dois conjuntos, pois, um desaire compromete sobremaneira as contas da permanência. Os “açucareiros” (11.º, com 29 pontos) têm alguma margem de erro, sendo que para o 1.º Maio (15.º, com 26) um mínimo deslize será fatal.

Amanhã, no Matchiki-Tchiki, o Costa do Sol (9.º, com 31 pontos) recebe o Ferroviário de Nacala (10.º, com 30). É mais um jogo de duas formações proibidas de perder, sendo que o vencedor pode dar um passo gigantesco rumo à concretização dos seus objectivos. Ainda amanhã, o relegado Sporting de Nampula (16.º, com 16) recebe um tranquilo Maxaquene (5.º, com 39). É uma partida que apenas servirá para o cumprimento do calendário, pois, as duas formações têm, a estas alturas, pouco a perder. O Maxaquene precisa apenas de melhorar o quinto lugar, enquanto os “leões” pretendem, se calhar, ultrapassar a barreira dos 20 pontos na prova.

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A UNIÃO Desportiva do Songo isolou-se na liderança do Moçambola-2018 ao vencer, ontem, o Ferroviário de Maputo por 2-0, em jogo de acerto da 25.ª jornada, e está mais perto de revalidar o título.

Os dois golos do encontro foram marcados por Mário Sinamunda e Amadou, aos 72 e 93 minutos, respectivamente.

Com este triunfo, os comandados de Nacir Armando chegaram aos 50 pontos, contra 47 dos “locomotivas”, ficando, deste modo, em posição privilegiada para conquistar o título, visto que tem três pontos de vantagem e ainda com um jogo a menos, que irá efectuar fora de casa frente à Liga Desportiva de Maputo.

Todavia, quando ainda faltam cinco jornadas para o final da prova mais importante do panorama futebolístico nacional, as contas do título continuam em aberto.

Nas cinco jornadas que ainda há por jogar, a UD Songo joga com Textáfrica (casa), Ferroviário da Beira (fora), ENH (casa), 1.º de Maio de Quelimane (fora) e Maxaquene (casa). O Ferroviário terá pela frente o seu homónimo de Nampula (casa), Ferroviário de Nacala (fora), Textáfrica (casa), Ferroviário da Beira (fora) e ENH (casa).

FICHA TÉCNICA

ÁRBITRO: Paulo Buque, auxiliado por Gimo Patrício e Bento Armando. Quarto árbitro: Dino Inácio.

UD SONGO: 101 Leonel; 108 Amorim, Mucuapele, 103 Gildo e 105 Tony; 111 Kambala, 115 Mustafa, Jimmy (Timbe) e 113 Banda; 119 Mário Sinamunda e 120 Lau King (116 Amadou).

FER. MAPUTO: Ernan; 282 Kito, 274 Jeitoso, 279 Chico e 273 Mitter; 281 Loló (Kelo), 283 Ussama, 280 (Paulana), Liberty e Chiza (284 Diogo); 287 Kamo-Kamo e 290 Mário.

 

BERNARDO CARLOS

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A UNIÃO Desportiva do Songo e o Ferroviário de Maputo defrontam-se esta tarde (15:00 horas), em Cahora Bassa, em partida em atraso da 22ª jornada do Moçambola que pode decidir o futuro campeão nacional.

É o jogo mais aguardado das cinco jornadas que restam para o fim da prova, com as duas equipas a encontrarem-se em igualdade pontual (47-47), sendo que hoje com hipóteses de desembaraçar-se.

A jogar em casa, o Songo é ligeiramente favorito e vê nesta partida uma oportunidade impar de tomar de assalto o comando da prova e abrir as comportas para o segundo segundo título consecutivo.

Os “hidroelétricos” têm vindo a capitalizar os jogos em atraso acumulados em virtude da sua participação nas Afrotaças, tendo recuperado de uma desvantagem de sete pontos em relação ao Ferroviário para igualar a pontuação. No Songo, a palavra de ordem é vencer, até porque um resultado negativo pode catapultar um Ferroviário cujo técnico, Nelson Santos, reafirma categoricamente que será campeão.

Aliás, Nelson Santos é de opinião que o Ferroviário depende de si para levantar o canecão pela 11ª vez, pelo que é imperativo ganhar hoje na vila do Songo, um reduto que nos últimos cinco anos o melhor que conseguiu são dois empates.

Um empate não é mau resultado para o Ferroviário, mas pode comprometer porque os “hidroeléctricos” têm, entretanto, mais um jogo em atraso na próxima semana, na Matola, frente à Liga Desportiva de Maputo.

Na primeira volta, o Ferroviário bateu a UD Songo, por 1-0, no Estádio da Machava.

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MOÇAMBIQUE, mais concretamente a cidade de Maputo, será palco da 24ª edição da Taça de Clubes Africanos de Basquetebol, em seniores femininos, de 9 a 18 de Novembro próximo.

 

 

 

Segundo deu a conhecer o presidente do Ferroviário de Maputo, Sancho Quipisso Jr., o seu clube vai disputar a competição na qualidade de anfitrião, depois de a FIBA-África ter anuído o pedido formulado pelos “locomotivas” para organizarem o certame.

 

 

 

Entretanto, de 21 a 29 serão realizadas as eliminatórias zonais de apuramento para a fase final, em Bulawayo, no Zimbabwe, em ambos os sexos. Na cidade zimbabweana, as equipas estarão escalonadas em dois grupos de apuramento.

 

 

 

Com efeito, cada país da região (Zona VI) deverá inscrever duas equipas e, de acordo com o regulamento da competição, duas equipas (por cada género) qualificam-se para a fase final. Em Bulawayo, as equipas vão jogar no sistema clássico de todos-contra-todos numa única volta.

 

 

 

Estarão em Bulawayo equipas a representar Moçambique, África do Sul, Angola, Botswana, Lesotho, Malawi, Namíbia, Suazilândia, Zâmbia, Namíbia e o país anfitrião. Moçambique tem a oportunidade de ter duas equipas na fase final, sendo que, para além do Ferroviário (apurado na qualidade de anfitrião), o Costa do Sol e Politécnica lutam pela qualificação.

 

 

 

Refira-se que Moçambique é dos países mais bem-sucedidos na Taça dos Campeões Africanos em seniores femininos, com cinco títulos, um conquistado pelo Maxaquene (1991), um pela Académica (2001), dois pelo Desportivo (2007 e 2008) e outro pela Liga Desportiva de Maputo (2012).

 

 

 

A capital do país volta a acolher a competição, depois de tê-lo feito em 2016, ano em que o Ferroviário chegou à final perdida para as angolanas do Inter Clube de Luanda.

 

 

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OS actores do processo eleitoral no país, nomeadamente os partidos políticos, os órgãos de gestão e administração das eleições e a sociedade civil, revisitaram, sexta-feira, o Código de Conduta Eleitoral, tendo em vista o sufrágio de 10 de Outubro.

No encontro, promovido pelo Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), a Comissão Nacional de Eleições (CNE), através do vogal Rodrigues Timba, coordenador da Comissão dos Assuntos Legais e Deontológicos, disse esperar dos concorrentes ao sufrágio de 10 de Outubro próximo uma competição política ordeira e exemplar, à semelhança do que aconteceu na eleição intercalar de Nampula.

Entretanto, numa nota introdutória ao evento, o coordenador de programas do IMD, Dércio Alfazema, disse, entre outras coisas, que não obstante os avanços que o país registou no que toca à realização regular de eleições, tem enfrentado ainda grandes desafios para garantir a qualidade e integridade dos processos eleitorais no nível desejado.

Acrescentou que, historicamente, quase todos os pleitos realizados no país foram acompanhados por desconfiança e acusações mútuas de violações às regras eleitorais e até mesmo por situações de conflito político-militar violentos.

“No final de cada processo eleitoral, quase sempre os partidos políticos, assim como os órgãos de gestão das eleições, vêem a sua imagem e integridade acossada perante o cidadão e os resultados são muitas vezes questionados, o que constitui uma contrariedade para a própria democracia.

Segundo afirmou, há, pois, a necessidade de todas as forças vivas da sociedade contribuírem de forma activa para que depois do presente ciclo eleitoral o país possa, não apenas ter realizado eleições, mas acima de tudo mostrar ao mundo que ao longo de 28 anos de implantação da democracia os moçambicanos são capazes de realizar eleições, cujos resultados sejam aceites por todos.

Dércio Alfazema disse que o documento revisitado é apenas um pequeno passo para relembrar alguns dos princípios éticos e morais que precisam ser respeitados durante as eleições, com vista a dar credibilidade e eliminar a desconfiança que existe em relação aos processos eleitorais.

“Esperamos que o código de conduta venha a contribuir para que as eleições autárquicas de 10 de Outubro próximo e as gerais de 15 de Outubro de 2019 seja um momento de debate e a confrontação de ideias e propostas de governação, de modo que o cidadão possa escolher as ofertas que melhor responderem aos seus anseios”, afirmou.

Frelimo quer eleições pacíficas

O REPRESENTANTE do partido Frelimo no encontro, Hermínio Matandalasse, disse, entre outras coisas, que não obstante a legislação eleitoral dispor, de forma abundante, sobre a conduta dos partidos políticos concorrentes às eleições, no que tange aos seus deveres e direitos, resulta inquestionável a pertinência da existência de um instrumento que sintetize os princípios gerais que devem nortear a administração eleitoral e a conduta dos intervenientes no eleitoral.

Segundo afirmou, a Frelimo apregoa que as eleições são um momento de festa e de reforço da unidade dos moçambicanos. Acrescentou que o Código de Conduta Eleitoral deve regular os princípios gerais das eleições e administração do próprio processo eleitoral, a campanha, o papel das Forças de Defesa e Segurança e aspectos relativos ao contencioso eleitoral.

Hermínio Matandalasse sublinhou que o partido no poder deseja que as eleições de 10 de Outubro decorram, de facto, num ambiente de festa, paz, estabilidade, democracia e transparência.

Ética: uma reflexão crítica sobre moralidade

 

IVAN Mazanga, representante da Renamo, disse, entre outras coisas, que a ética representa a reflexão crítica sobre a moralidade, entendida no contexto da análise como sendo juízos morais, padrões e regras de conduta.

Mazanga observou que a junção dos partidos políticos, órgãos de administração eleitoral e sociedade civil para o debate sobre o Código Eleitoral deve-se ao facto de “a nossa conduta durante os processos eleitorais ser lastimável”. Contudo, indicou que é possível melhorar a forma de os actores políticos ou os concorrentes às eleições se posicionarem nos processos eleitorais.

Disse que alguns dos preceitos do Código de Conduta Eleitoral são violados fora do período eleitoral. Desta forma, o representante da Renamo defendeu que o instrumento abranja também os períodos não eleitorais pois, segundo afirmou, a violência que se verifica no dia de votação tem a sua base o comportamento ou a forma de actuação dos actores políticos no momento anterior.

Um histórico desabonatório

O MANDATÁRIO do MDM, Renato Mulenga, afirmou que os processos eleitorais no país são de um histórico desabonatório no que diz respeito à actuação dos actores, referindo que já houve até confrontações físicas de membros ou impedimentos de realizar campanha eleitoral por parte de adversários.

Segundo Mulenga, o balanço de actuação e comportamento dos principais actores interessados nas eleições é negativo. Numa referência às eleições de 2014, o represente do MDM disse que elas foram caracterizadas por “grandes embates” que resultaram, até, em mortes.

Acusou a Polícia da República de Moçambique (PRM) de não ter sido capaz de regular a situação de forma isenta e disse que os órgãos de administração e gestão eleitoral não devem ficar alheios às situações de violência ou de eminente atropelo ao Código de Conduta que é adoptado pelos concorrentes antes da realização das eleições.

Renato Mulenga queixou-se de alegados presidentes das mesas de voto que cumprem com orientações político-partidárias e não a lei.

Alguns preceitos do código

Em 2013, a Comissão Nacional de Eleições (CNE), através da Deliberação nr. 61/CNE/2013,de 11 de Outubro, aprovou o Código de Conduta dos candidatos, partidos, coligações de partidos políticos e grupos de cidadãos eleitores concorrentes às eleições, na sua actuação pública no decurso do processo de recenseamento e actos eleitorais.

Ao abrigo do instrumento, o processo eleitoral deve ser conduzido de forma pacífica, livre, justa, democrática e transparente. Os candidatos, partidos políticos, coligações de partidos políticos e grupos de cidadãos eleitores proponentes às eleições são obrigados a respeitar a Constituição da República, a Lei Eleitoral e demais legislação vigente.

Durante a campanha eleitoral não devem plagiar símbolos, cores ou siglas de outros partidos políticos, coligações ou grupos de cidadãos, abster-se de fazer propaganda política fora do período legalmente estabelecido, proceder às solicitações e comunicações legais às autoridades administrativas competentes visando a segurança e protecção dos actos da campanha e não usar linguagem susceptível de provocar violência durante o processo eleitoral ou intimidação de outros partidos.

Obrigam-se ainda a não publicar ou disseminar alegações falsas ou difamatórias em relação a outros partidos, seus candidatos, coligações de partidos políticos ou grupos de cidadãos eleitores proponentes, representantes ou membros, bem como a não incentivar o voto étnico, regional, rácico, religioso ou profissional e a não usar os bens do Estado, autarquias locais, institutos autónomos, empresas estatais, públicas e sociedades de capitais exclusivas ou maioritariamente públicas na campanha eleitoral

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