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PRESIDENTE da República, Filipe Jacinto Nyusi, testemunhou ontem ao lançamento da primeira pedra para a construção da primeira instituição bancária na vila de Inhaminga, distrito de Cheringoma, província de Sofala.

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A União Europeia compromete-se a investir em Moçambique, até ao ano 2020, um total de 697 milhões de euros.

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Vinte companhias áreas passaram a referir-se a Taiwan como parte da República Popular da China, cumprindo as exigências de Beijing, que Washington classificou de "absurdo orwelliano", apesar de a ilha funcionar como um Estado soberano.

British Airways, Lufthansa e Air Canada são algumas das companhias que se referem já a Taiwan como parte da China, quando faltam apenas três dias para dezenas de operadoras decidirem se cumprem as ordens de Beijing ou enfrentam consequências que podem paralisar os seus negócios no país, incluindo sanções legais.

Segundo a Lusa, a 25 de Abril, a Administração de Aviação Civil da China enviou uma carta a 36 companhias aéreas, na qual exige explicitamente que se refiram a Taiwan como parte da China.

A Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) não inclui Taiwan entre os seus destinos, mas nos casos de Macau e Hong-Kong, também alvos de discórdia com outras companhias, a empresa refere-se já aos territórios como parte da República Popular da China.

Pesquisando no portal da TAP, por destinos, na Ásia, Macau surge identificado como “Macau, República Popular da China”.

A adopção de "Taiwan, China" ou "Taiwan, República Popular da China" nos portais electrónicos e mapas das companhias aéreas representa outra vitória nos esforços do Partido Comunista Chinês (PCC) em forçar empresas estrangeiras a aderir à sua visão geopolítica, mesmo em operações fora do país.

Críticos afirmam que a crescente pressão exercida pela China, usando o seu poderio económico para forjar novas normas internacionais - neste caso o status de Taiwan - gera preocupações sem precedentes.

"O que está aqui em jogo é que nós estamos a permitir que um regime revisionista, com um historial terrível no que toca à liberdade de expressão, dite o que nós dizemos e escrevemos nos nossos países", afirmou J. Michael Cole, pesquisador do China Policy Institute e do programa de estudos de Taiwan na Universidade de Nottingham, citado pela Associated Press.

"Se Pequim não se deparar com limites, vai continuar a pedir mais", acrescentou.

Taiwan, a ilha onde se refugiou o antigo governo chinês depois de o PCCh tomar o poder no continente, em 1949, assume-se como República da China, mas Beijing considera-a uma província chinesa e não uma entidade política soberana.

"Nós opomo-nos veementemente aos esforços da China para atingir os seus objectivos políticos através da intimidação, coação e ameaças", reagiu o ministério taiwanês dos Negócios Estrangeiros, num comunicado enviado à AP.

"Apelamos a todos os países do mundo que se mantenham unidos na defesa da liberdade de expressão e liberdade para fazer negócios. Apelamos também às empresas privadas que rejeitem colectivamente a exigência insensata da China para que alterem a designação de 'Taiwan' para 'Taiwan, China'", lê-se na mesma nota.

O Presidente chinês, Xi Jinping, avisou já Taiwan de que a questão da reunificação não pode ser adiada para sempre, e as forças armadas chinesas têm enviado aviões de combate para a costa taiwanesa.

Várias multinacionais têm cedido à pressão de Beijing para alterarem as referências a Taiwan, apesar de o Governo dos Estados Unidos ter garantido que vai "apoiar os americanos que resistem aos esforços do PCCh em impor as suas noções do “politicamente correcto” às empresas e cidadãos norte-americanos".

Na semana passada, o retalhista de vestuário norte-americano Gap pediu desculpas à China por ter vendido t-shirts com um mapa "errado" do país, que exclui Taiwan.

Em Janeiro, a marca têxtil espanhola Zara, a companhia aérea norte-americana Delta Air Lines e a fabricante de equipamento médico Medtronic pediram também desculpas por se referirem a Taiwan como um país nos seus 'sites'.

"Não é possível dizer não", disse Carly Ramsey, especialista da Control Risks, consultora com sede em Xangai, a "capital" económica da China, citado pela AP. "Cada vez mais, em situações como esta, o incumprimento não é uma opção, se queres fazer negócios na China e com a China", explicou.

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O sector privado da Tailândia manifestou interesse em comprar, nos próximos cinco anos, o gás natural de Moçambique. Para o efeito, a Tailândia prevê investir 2 biliões de dólares americanos.

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