OS Governos africanos devem fazer o possível para reduzir o enorme défice de energia eléctrica no continente. O apelo neste sentido foi feito, segunda-feira, em Abidjan, capital da Costa de Marfim, pelos presidentes do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwimi Adesina e do Painel de Progresso Africano e pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

Falando durante o lançamento do Painel de Progresso Africano, que decorreu sob o lema “Poder, Acção: Electrificando a África", Akinwimi Adesina referiu que o défice de electricidade em África é gritante, referindo cerca de 645 milhões de pessoas não têm acesso ao recurso.

"No entanto, o continente tem oferta abundante de energia solar, hidroeléctrica, eólica e potencial geotérmica, bem como quantidades significativas de gás natural e alguns países têm depósitos de carvão. África tem potencial energético, sim, mas precisamos desbloquear este potencial e devemos fazê-lo rapidamente, porque os africanos estão cansados ​​de estar no escuro", disse

Adesina afirmou que se inspirou no anterior relatório do painel sobre o desenvolvimento das prioridades de desenvolvimento do banco, que coloca a energia como prioridade absoluta e que, através de novo negócio sobre energia para África, tem para investir 12 biliões de dólares americanos no sector nos próximos cinco anos.

O objectivo é ligar 130 milhões de domicílios através da rede eléctrica, 75 milhões por outras vias energéticas.

O presidente do BAD elogiou o relatório do Painel de Progresso Africano, considerando-o perspicaz, uma vez que, segundo ele, ajudará África a pensar como alcançar alternativas de electricidade.

O relatório, produzido pela organização sob direcção de Kofi Annan, refere que mais de 620 milhões de africanos estão sem acesso à electricidade, daí que não podem esperar pela expansão da rede eléctrica. Embora os megaprojetos ligados à rede, como grandes barragens, sejam essenciais para aumentar a geração e transmissão de energia nacional e regional, eles são lentos e caros, desafiando os governos a aumentar o investimento em soluções fora da rede eléctrica.

"Defendemos que os governos africanos aproveitem todas as opções disponíveis, de forma rentável e tecnologicamente eficiente, para que ninguém seja deixado para trás", disse Kofi Annan.

Dos 315 milhões de pessoas que terão acesso à electricidade nas áreas rurais de África até 2040, estima-se que apenas 30 por cento estarão ligados às redes nacionais. A maioria será alimentada por sistemas de rede externa.

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