Moçambique está a implementar reformas visando reduzir os constrangimentos que actualmente condicionam o rápido crescimento da cooperação com o Japão, na componente empresarial.

A garantia é do Vice-Ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, que ontem representou o Governo numa conferência económica Moçambique-Japão realizada em Maputo, durante a qual as partes reconheceram que, de uma forma geral, as relações económicas entre os dois países crescem a um ritmo nunca antes visto, sobretudo em sectores estratégicos como energia, comércio, infra-estruturas, agricultura e formação.

Apesar de ter identificado alguns constrangimentos concretos, como dificuldades na obtenção de vistos, excesso de burocracia nas instituições públicas e limitantes na contratação de mão-de-obra estrangeira, o embaixador do Japão, Toshio Ikeda, apontou Moçambique como um parceiro estratégico do seu país em África.

Na resposta, Ragendra de Sousa disse que todos os problemas identificados na trajectória da cooperação serão resolvidos à medida que forem sendo efectivas as reformas que o Governo moçambicano está a implementar de forma transversal visando reduzir a burocracia e melhorar o ambiente de negócios no país.

“O Governo está atento para tomar as medidas pontuais necessárias para criar um ambiente de negócios propício. Estamos atentos à demanda do sector privado para responder às necessidades que surjam, mas não aceitaremos, como governo, sair da economia”, referiu Ragendra de Sousa.

Outra oradora na conferência foi Luísa Diogo, presidente do Conselho de Administração do Barclays Bank Moçambique, que defende a manutenção da visão de cooperação que foi identificada pelos dois países, considerando que o nicho identificado é o melhor.

Moçambique, segundo Luísa Diogo, debate-se ainda com a falta de infra-estruturas estruturantes para que a economia seja competitiva ao nível regional e internacional pelo que quanto mais investimento surgir, nesta componente, melhor será para o país.

“Moçambique tem que investir na agricultura e o Japão tem tecnologia e experiência neste sector. Eu penso que o tipo de empresas japonesas que estão a entrar em Moçambique é o desejável a esta altura, no entanto se o volume de investimento pudesse crescer mais seria muito bom”, destacou.

Refira-se que as trocas comerciais entre Moçambique o Japão totalizaram, em 2016, cerca de 265 milhões de dólares norte-americanos. Deste montante, 165 milhões de dólares resultaram das exportações das empresas nipónicas para Moçambique e os restantes 100 milhões são dos produtos moçambicanos exportados para aquele país asiático.

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