A cooperação italiana vai envolver-se, pela primeira vez, no apoio empresarial à Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), com a aprovação de um pacote de financiamento de cinco milhões de Euros, na fase inicial. 

O facto é resultado da deslocação de uma missão empresarial composta por 25 homens de negócios das áreas de petróleo e gás; energia e recursos minerais, construção; logística e serviços; turismo, agro-indústria, que no mês de Julho visitou a Itália.

Segundo Álvaro Massingue, vice-presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), esta missão foi organizada para responder a três componentes, nomeadamente, a criação de parceria em negócios entre os dois países; a divulgação das oportunidades de negócios no mercado moçambicano; a troca de experiência sobre o "saber fazer" dos italianos, através de grupos de trabalho dos sectores de óleo e gás, energia e recursos minerais, construção, logística e serviços, bem como a mobilização de fontes de financiamentos para o sector privado e apresentação do Quadro Legal de Investimentos em Moçambique.

Estas informações foram avançadas hoje durante uma conferência de imprensa, na cidade de Maputo, no balanço da recente visita da missão à Itália.

"O balanço que fazemos é positivo. Foram anunciadas janelas de financiamento para projectos de empresas moçambicanas que se associam a empresas italianas. Interagimos com muitas instituições financeiras de desenvolvimento, com destaque para a SIMEST (uma grande promotora de desenvolvimento, disponibilizando linhas de financiamento acessíveis), a Agência de Promoção do Investimento da Itália (ICE), Banco Africano de Desenvolvimento (BAD)", afirmou Álvaro Massingue.

De acordo com a fonte, a nível de agronegócios, a CTA celebrou um acordo com a sua congénere para o envio de profissionais para capacitação em técnicas simples de produção, processamento e conservação de produtos frescos na Itália.

A nível de conteúdo local foi acordado, segundo a fonte, com as congéneres italianas a partilha de experiências neste âmbito, em diversos países.

Na ocasião, a CTA congratulou o Governo por ouvir o clamor do Sector Privado e corrigir uma situação que estava a criar sérios problemas à economia, particularmente ao sector produtivo.

"A obrigatoriedade instituída do uso da Terminal Especial de Exportação de Nacala constituía um grande obstáculo não tarifário ao desenvolvimento da actividade empresarial, afectando a competitividade das exportações de Moçambique", frisou Massingue, acrescentando que com a retirada da obrigatoriedade do uso da terminal acima mencionado, o tempo para exportar e o respectivo custo vai reduzir de forma significativa e com impacto na classificação do Doing Business, e os produtos como algodão, castanha de caju, leguminosas entre outros que usam muito o porto de Nacala, terão algum espaço para melhorar a competitividade.

Sobre a fixação de novo custo do visto de fronteira, Massingue, acrescenta que, o valor fixado em cerca de 50 dólares americanos vem harmonizar um pouco com o que acontece na região e sublinha ser um grande avanço introduzir o visto de fronteira, embora o Sector Privado quer mais, atingir o visto para os investimentos.

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