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MOÇAMBIQUE quer que a agricultura seja a âncora da cooperação com o Vietname, para que num futuro próximo o país saia da dependência alimentar.

O desiderato foi expresso esta semana, em Hanói, pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, na conferência de imprensa de balanço da visita oficial de quatro dias ao Vietname, que vinha efectuando desde segunda-feira.

“Conseguimos resultados positivos. O Vietname vai expandir a sua acção em Moçambique, colocando a agricultura como âncora da cooperação para que possamos colher experiências e, num futuro próximo, sairmos da dependência alimentar”, disse.

Segundo o Primeiro-Ministro, o Vietname tem uma vasta experiência no ramo da agricultura que catapultou o país de importador de alimentos, na década de 90, para um dos maiores exportadores do mundo, por ter atingido níveis de produtividade elevados.

O Vietname passou décadas de guerras, até 1975, mesmo ano em que Moçambique conquistou a sua independência. Só no primeiro semestre de 2017, Vietname exportou 20,7 biliões de dólares americanos em produtos agrícolas, sector que emprega 40 por cento da mão-de-obra do país.

“Falámos com o governo do Vietname e a liderança da Viettel (accionista maioritário da Movitel). Ambos estão prontos a trazer mais agricultores para o arroz, hortícolas, castanha de caju, e algodão”, disse, acrescentando que o Vietname também se comprometeu a mobilizar investimentos para a área do transporte marítimo, recursos minerais, entre outras.

Carlos do Rosário assegurou que a comercialização agrícola também foi um dos grandes tópicos das discussões havidas com a contraparte vietnamita.

“Quando convidamos empresas robustas do sector agrário é na perspectiva de serem instituições capazes de fazer intervenção em toda a cadeia, caso da pesquisa, produção, processamento e própria comercialização”.

“Trabalhamos especificamente com uma empresa de sementes (Thai Binh Seed Corporation). Mas o objectivo é que as outras empresas que virão a Moçambique devem ter a perspectiva de atingir toda a cadeia, incluindo a comercialização que, neste momento, constitui um grande nó estrangulador”, explicou o governante, que na quinta-feira visitou a sede da Viettel e interagiu com os representantes da multinacional vietnamita que opera na área de telefonia móvel em Moçambique.

Questionado sobre as datas, o primeiro-ministro afirmou que “nós queríamos que fosse já mas há procedimentos. Mas, o mais importante é a abertura e a vontade que eles manifestaram”.

“O grande desafio que temos é a implementação e seguimento das acções acordadas”, acrescentou.

O Vietname concordou ainda em aumentar o número de bolsas de estudo para jovens moçambicanos em engenharias, caso da agricultura, medicina, entre outras. “Manifestamos a vontade de ver triplicado o número de bolseiros e eles aceitaram a proposta”.

Almiro Mazive,AIM, em Hanói

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