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MOÇAMBIQUE prevê arrecadar 16 mil milhões de dólares norte-americanos de receitas provenientes do projecto de gás natural liquefeito do Coral Sul, na província de Cabo Delgado.

Fábio Castiglioni, director-geral da petrolífera italiana ENI, empresa a quem o Governo concedeu o direito de exploração do projecto para os próximos 30 anos, disse ao “Notícias” que este valor resultará do pagamento de impostos, regalias, reembolso sobre renda e parte do gás pertencente ao Estado moçambicano.

A fonte, que falava por ocasião da realização da 53ª Edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2017), explicou que o projecto, a ser instalado na Área 4 da bacia do Rovuma, envolve a perfuração de seis poços de produção, conectados a um sistema de produção submarino e a uma plataforma flutuante de LNG que, por sua vez, terá uma capacidade para produzir mais de 3,4 milhões de toneladas de gás natural liquefeito (LNG) por ano.

A empresa já assinou acordos para a implementação do projecto com 15 bancos e, neste momento, tem disponível parte considerável do montante necessário.

"As perfurações dos poços vão arrancar no próximo ano. Neste momento a empresa está numa fase de elaboração da engenharia detalhada e prevemos que a construção da plataforma de LNG inicie também em 2018", disse Fábio Castiglioni.

O GNL no Coral Sul é uma exploração importante para Moçambique e para a região, sendo a primeira infra-estrutura flutuante de Gás Natural Liquefeito a ser construída em África.

O gás será vendido, na sua totalidade, à multinacional BP, que em Outubro do ano passado assinou, para o efeito, um acordo válido por 20 anos com um consórcio.

O plano de desenvolvimento do projecto foi aprovado em Fevereiro último pelo Governo e visa a extracção e liquefação do gás natural usando uma plataforma flutuante em alto mar.

O investimento total previsto para o mesmo é de cerca de oito mil milhões de dólares, dos quais a ENH deverá desembolsar cerca de 800 milhões de dólares para financiar a sua participação de 10 por cento.

Fábio Castiglioni acrescentou que o projecto poderá criar um total de 820 postos de trabalho, 90 por cento dos quais serão preenchidos por mão-de-obra nacional que, para tal, deverá receber capacitação profissional.

A Área 4 da Bacia do Rovuma é operada pela Eni, com uma participação de 70 por cento, enquanto a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), a Galp Energia e a Kogás detém, cada uma delas, 10 por cento.

 

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