O PROJECTO de restauração das infra-estruturas do aeroporto de Maputo termina dentro de três semanas, com a inauguração de um novo e moderno sistema de abastecimento de combustíveis para aeronaves.

Com o novo sistema, que comporta tubagem subterrânea, ficará descontinuada a actual prática em que os camiões-cisterna entram até à placa de estacionamento de aeronaves para poder abastecê-los de combustível. 

Além desta inovação, o projecto incluiu, segundo anúncio feito ontem pelo Ministro dos Transportes e Comunicações, a renovação das placas de estacionamento de aviões cargueiros de grande porte e do sistema de controlo de tráfego.

Carlos Mesquita falava em Maputo no quadro do oitavo Congresso Luso-Moçambicano de Engenharias e o V Congresso de Engenharias de Moçambique.

Intervindo no painel sobre Obras Públicas e Infra-estruturas de Transportes, que juntou especialistas e pesquisadores nacionais e internacionais, Carlos Mesquita disse que este pacote de intervenções faz parte dos quatro pilares de prioridades para o desenvolvimento socioeconómico sustentável do sector que dirige e que abrange igualmente os sistemas ferro-portuário e rodoviário.  

Aos participantes Mesquita lançou um desafio no sentido de se aprofundar o debate sobre como Moçambique pode construir infra-estruturas resilientes, e que respondam às novas tendências e acrescentem valor à demanda nacional e regional por um mercado cada vez mais competitivo.

Entretanto, os dois congressos de engenheiros acontecem numa altura em que a sociedade moçambicana assiste a um fenómeno de obras mal paradas e sem qualidade.

Sobre este assunto, António Matos, professor de Engenharia e membro da Ordem, manifesta preocupação e aponta problemas complexos que acontecem em cadeia.

 “O problema de qualidade das obras começa no dia em que se abre o concurso, a forma como o mesmo é ganho, passando pelo processo de execução, a sua entrega, bem como a garantia dada. Há vários actores que intervêm. Normalmente a empresa “A” ganha o concurso depois terciariza os serviços. Foi o que aconteceu com o acidente dos andaimes no prédio JAT, na baixa da cidade de Maputo. A empresa que montou os andaimes não tinha nada a ver com a que ganhou o concurso e muito menos com a pessoa que o empreiteiro da obra encomendou”, disse Matos.

Para mudar este cenário, a Ordem dos Engenheiros está a trabalhar com o Ministério das Obras Públicas e pretende dar formação sobre quem deve fiscalizar ou supervisionar. Pretende igualmente formar os técnicos do Estado, dando subsídios sobre quem deve exigir o cumprimento de regras às empresas e ao nível dos concursos públicos.

Durante três dias, os participantes e convidados, representando Moçambique, Portugal, Angola, Cabo Verde Timor Leste, Brasil e outros países não lusófonos, vão partilhar experiências em 250 apresentações, através de debate, sessões plenárias paralelas, avaliar a evolução das engenharias e discutir soluções no âmbito da inovação tecnológica.

 

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